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Corumbá - MS | Domingo, 8 de novembro de 2026 | 11:41

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Caravanas de brasileiros animam recepção morna do Uruguai a Leão 14

Grupos cruzam a fronteira em ônibus para acompanhar a visita, e país registra entrada acima da média

3 min de leitura
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Não era preciso andar mais do que cinco minutos na multidão que assistia à chegada do papa Leão 14 ao Uruguai, na sexta-feira (6), para ouvir português ou avistar uma bandeira verde e amarela.

Eram os milhares de brasileiros que cruzaram a fronteira e animaram a recepção morna do país mais secular da América Latina ao líder religioso.

De acordo com a Direção Nacional de Migração do Uruguai, que não discrimina a nacionalidade dos viajantes, mais de 47,5 mil pessoas entraram no país entre a última quinta-feira (5) e as 12h deste sábado (7), dia da esperada vigília de oração no Estádio do Centenário, em Montevidéu.

Em um fim de semana habitual, cerca de 14 mil pessoas costumam ingressar no país, informou o órgão em 2024.

O aumento do fluxo era esperado. Para muitos moradores do sul, trata-se de uma oportunidade mais conveniente do que uma visita do pontífice ao Brasil, onde ele provavelmente se limitaria às maiores cidades do país, como Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, e aquelas com mais apelo religioso, como Aparecida.

Por isso, o governo reforçou o efetivo de funcionários para agilizar os procedimentos de imigração em alguns postos desde quinta, além de restringir de forma temporária o transporte de cargas em duas pontes que fazem conexão com a Argentina.

Paróquias, dioceses e grupos religiosos do sul do país se organizaram para ver Leão desde agosto, quando o Vaticano anunciou que o pontífice visitaria o Uruguai após quase quatro décadas desde a última viagem de um papa à nação.

O padre Douglas Kaefer Klug, por exemplo, da Diocese de Uruguaiana, foi um dos organizadores de uma caravana. "Se ele viesse ao Brasil, para nós certamente seria inviável, porque provavelmente ele iria para o centro do país", afirma o religioso, que organizou 175 pessoas em quatro ônibus para ir a Paysandú, a 340 km da cidade gaúcha.

Foi lá que o pontífice rezou a sua primeira missa do tour de 12 dias pela América do Sul, que vai incluir também Argentina e Peru. No culto, Leão pediu que a região supere as divisões e convidou os países a priorizar a "construção de pontes", repetindo o chamado à diplomacia regional que havia feito no primeiro discurso da viagem, na véspera.

Multidões aguardaram sua chegada ao relento durante toda a noite, sob chuva intensa, que diminuiu pouco antes de sua chegada. Ele é o primeiro papa a visitar a cidade, importante centro econômico no noroeste do Uruguai.

A fala que abriu a viagem, na sexta, foi proferida na Praça da Independência, que ocupa cerca de quatro quarteirões no centro de Montevidéu. A multidão preencheu apenas metade do espaço, e uma pessoa que se atrasasse para a chegada do pontífice no papamóvel enfrentaria apenas três fileiras de fiéis até a grade que separava o público da rua.

Em números

  • Em um fim de semana habitual, cerca de 14 mil pessoas costumam ingressar no país, informou o ór

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