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Após conflito em Gaza, mulheres são obrigadas a assumir sustento do lar

Estudo da ONU revela que famílias nessa situação enfrentam vulnerabilidades como falta de abrigo e riscos de violência de gênero; número de lares comandados por

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Após conflito em Gaza, mulheres são obrigadas a assumir sustento do lar

Estudo da ONU revela que famílias nessa situação enfrentam vulnerabilidades como falta de abrigo e riscos de violência de gênero; número de lares comandados por mulheres dobrou desde atentados do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.

Um estudo da ONU Mulheres sobre a Faixa de Gaza indica que um em cada quatro lares palestinos, ou aproximadamente 23% da população, está sendo chefiado por mulheres.

A mudança ocorreu após o conflito na região que surgiu após ataques do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023.

O número representa o dobro da taxa registrada antes do conflito. O estudo mostra que quase um quarto das palestinas assumiram a responsabilidade total pela renda, decisão, cuidado e busca por ajuda humanitária, embora muitos lares ainda constem formalmente sob a chefia de homens.

O Escritório Regional da ONU Mulheres para os Estados Árabes afirma que elas carregam a responsabilidade em condições catastróficas. O levantamento revela que essas famílias enfrentam mais vulnerabilidades do que aquelas providas por homens.

Além disso, 18,3% dessas famílias relataram não ter recebido nenhuma ajuda humanitária, o dobro da taxa registrada em lares chefiados por homens, 8,7%. As chefes de família foram forçadas a se deslocar, em média, oito vezes desde outubro de 2023.

Uma em cada cinco mulheres, equivalente a 19% da população, expressou preocupações com sua segurança e proteção contra a violência de gênero, em comparação a 8% das mulheres que vivem em lares chefiados por homens.

Apesar de assumirem funções centrais, muitas encontram barreiras devido à perda de documentos civis, restrições de mobilidade e riscos de assédio ao transitar por áreas públicas.

Mesmo após o acordo de cessar-fogo estabelecido no ano passado, a violência continua vitimando civis em Gaza.

Dados da agência indicam que 246 mulheres e meninas foram mortas após o acordo, o equivalente a uma média de seis por semana.

A ONU Mulheres reforça a necessidade da implementação total do cessar-fogo, garantir a entrada de ajuda humanitária sem restrições e programas de assistência adaptados às prioridades femininas, como apoio jurídico para regularização de documentos, assistência financeira e proteção contra a violência.

Centro oferecia formação profissional para mais de 300 jovens palestinos; ação das autoridades israelenses, na terça-feira, acontece na sequência da interrupção do funcionamento de seis escolas e duas clínicas de saúde geridas por agência da ONU que atende população palestina.

WFP alerta que 900 mil pessoas enfrentam fome nos territórios palestinos; agência avisa que sem reforço financeiro urgente, novos cortes no socorro humanitário são inevitáveis.

Em números

  • WFP alerta que 900 mil pessoas enfrentam fome nos territórios palestinos

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