Conflito intenso causa deslocamento forçado de milhares de famílias; estima-se que mais de 18 milhões de pessoas, cerca de metade da população, enfrentem insegurança alimentar aguda; WFP anuncia alargamento de resposta de emergência.
Com o agravamento da crise no Iêmen, a ONU está ampliando suas operações de ajuda alimentar para conter o avanço da fome no país.
O avanço dos conflitos armados já forçou o deslocamento de milhares de famílias, deixando cerca de 18 milhões de pessoas mais da metade da população iemenita em situação de insegurança alimentar aguda.
Diante desse cenário alarmante, o Programa Mundial de Alimentos, WFP, anunciou a expansão imediata de sua resposta de emergência.
A recente intensificação dos combates afetou comunidades que já viviam no limite da subsistência. Apenas desde o início das novas ofensivas, cerca de 125 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas.
O impacto atinge com mais força os mais vulneráveis: mais de 2 milhões de crianças menores de cinco anos enfrentam desnutrição aguda, das quais 500 mil estão em estado grave, correndo risco iminente de morte.
A dependência externa agrava ainda mais o quadro, já que o Iêmen importa cerca de 90% dos alimentos que consome. Com combates ativos, mercados bloqueados e rotas comerciais interrompidas, o acesso da população à comida foi drasticamente reduzido.
Em resposta, o WFP, que já atendeu 45 mil pessoas afetadas recentemente, prepara-se para estender a ajuda alimentar emergencial a mais 1,5 milhão de habitantes.
No entanto, a garantia dessa assistência enfrenta sérios obstáculos. O WFP alerta que a falta de financiamento e a insegurança no terreno, com ataques a instalações e bloqueios de rotas, ameaçam interromper as operações.
A agência da ONU reforça que assegurar o acesso irrestrito das equipes humanitárias e o repasse rápido de recursos são medidas vitais para evitar uma tragédia ainda maior.
As restrições de acesso e de financiamento continuam a dificultar a resposta humanitária, a que acrescem incidentes de segurança que afetam instalações humanitárias, mantimentos e deslocações.
Diante deste cenário, o diretor e representante do WFP no país enfatizou que a passagem de auxílio e a segurança da comunidade humanitária são fundamentais e devem ser garantidos.
El-Khidir Daloum acrescentou que, sem acesso seguro às comunidades afetadas e sem financiamento atempado e flexível, as operações humanitárias podem não chegar às famílias neste momento crítico.
Em números
- Apenas desde o início das novas ofensivas, cerca de 125 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas
- O impacto atinge com mais força os mais vulneráveis: mais de 2 milhões de crianças menores de cinco anos enfrentam desnu
- Trição aguda, das quais 500 mil estão em estado grave, correndo risco iminente de
- Em resposta, o WFP, que já atendeu 45 mil pessoas afetadas recentemente, prepara-se para es
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