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AfD diz ter 'mandato para governar' após liderar projeções na Saxônia-Anhalt; oposição descarta apoio

Partido de extrema direita teria 39 cadeiras no Parlamento estadual, segundo estimativas divulgadas pela imprensa alemã, três a menos que a maioria absoluta. CD

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AfD diz ter 'mandato para governar' após liderar projeções na Saxônia-Anhalt; oposição descarta apoio

Líderes da Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita, afirmaram neste domingo (6) que as projeções da eleição na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, deram à legenda um “mandato para governar” o estado.

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Extrema direita na frente em eleição na Alemanha.

O principal candidato do partido, Ulrich Siegmund, comemorou o desempenho nas urnas e disse que a votação representa um marco para a sigla.

A AfD aparece com cerca de 44% dos votos, mais que o dobro da CDU, partido do chanceler Friedrich Merz.

Pelas projeções de cadeiras, porém, a legenda ficaria com 39 assentos no Parlamento estadual, três a menos do que o necessário para ter maioria absoluta e governar sozinha.

Por causa dos números, a copresidente nacional da AfD, Alice Weidel, disse que o partido recebeu um “mandato claro para governar” e afirmou que a legenda pretende conversar com outras siglas.

Siegmund também disse que o desempenho nas urnas envia um “sinal” ao governo federal e afirmou que a AfD está aberta a negociações, mas não pretende abandonar suas posições centrais.

Ele acrescentou que o resultado dá ao partido um mandato para defender uma “diplomacia sensata” tanto com a Rússia quanto com os Estados Unidos.

Ulrich Siegmund, principal candidato da AfD, reage ao lado dos copresidentes do partido Alice Weidel e Tino Chrupalla após o fechamento das urnas na Saxônia-Anhalt, em Magdeburgo, na Alemanha, neste domingo (6).

Outro dirigente nacional da AfD, Tino Chrupalla, afirmou que os eleitores rejeitaram a política adotada pelos principais partidos alemães de não cooperar com a extrema direita.

Segundo a Reuters, Chrupalla disse à ARD que os eleitores deram um “veredicto claro” contra a chamada “barreira” que impede acordos políticos com a AfD.

Na CDU, dirigentes afirmaram que o partido não fará acordos com a AfD para formar o próximo governo estadual.

Schulze afirmou ainda que nunca havia enfrentado uma campanha eleitoral tão difícil em seus 25 anos na política.

Outras siglas também sinalizaram resistência a uma aliança com a extrema direita. O Partido da Esquerda afirmou que não cooperará com a AfD em nenhuma circunstância.

Sven Schulze, atual chefe do governo da Saxônia-Anhalt e candidato da CDU, reage após a divulgação das primeiras projeções da eleição estadual em Magdeburgo, na Alemanha, neste domingo (6).

Com isso, a formação do próximo governo estadual segue indefinida.

Se a AfD conseguir chegar ao comando da Saxônia-Anhalt, o resultado terá um peso histórico na política alemã.

Nenhum partido de extrema direita governa um estado do país desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Na prática, assumir o Executivo estadual daria à legenda controle sobre áreas importantes da administração local, como a polícia, a educação e a cultura, além de ampliar sua presença institucional dentro da Alemanha.

A possibilidade chama atenção também porque a AfD da Saxônia-Anhalt é classificada pelo serviço de inteligência estadual como extremista de direita. O partido rejeita essa classificação.

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