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Mato Grosso do Sul

Soldado da Aeronáutica é preso com maconha e tem prisão preventiva decretada

4 min de leitura
Soldado da Aeronáutica é preso com maconha e tem prisão preventiva decretada

Um soldado da Aeronáutica, de 20 anos, teve a prisão preventiva decretada nesta sexta-feira (16), após ser preso em flagrante com porções de maconha e dinheiro em espécie no bairro Pioneiros, em Campo Grande.

Domingo, 18 de Outubro de 2026, 15h:52 - A | A.

Militar de 20 anos foi detido no bairro Pioneiros, em Campo Grande; defesa aponta divergências nos registros da apreensão e nega que a droga estivesse com o suspeito.

A prisão ocorreu na terça-feira (13), durante uma ação do Batalhão de Choque após denúncias de tráfico de drogas.

Conforme o boletim de ocorrência, equipes da Rocam (Rondas Ostensivas de Choque e Ações Motociclísticas) foram até o endereço, onde já haviam sido registradas outras duas ocorrências relacionadas ao tráfico.

Ao chegarem ao imóvel, os policiais viram uma motocicleta estacionada e um homem, do lado de dentro do portão, aparentemente contando porções de droga.

Os policiais pediram que o suspeito saísse para a rua, mas ele não teria obedecido e fugido, pulando muros de várias casas. A equipe montou um cerco e o abordou na quadra seguinte.

Após a abordagem, os policiais retornaram ao imóvel e encontraram porções de maconha preparadas para venda, além de dinheiro trocado. Durante a vistoria na motocicleta, a equipe localizou outra porção da substância próxima ao painel.

Questionado pelos policiais, o militar afirmou que se manifestaria somente em juízo. No local, a equipe constatou que ele era soldado da Base Aérea de Campo Grande.

O jovem foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro de Policiamento Especializado), onde o dinheiro também foi apresentado.

A maconha, que totalizou 262 gramas, foi levada à Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), junto com a motocicleta.

A defesa também negou que o jovem estivesse com drogas no corpo e apontou divergências nos registros sobre a apreensão do dinheiro.

A defesa também questionou os horários registrados nos documentos policiais. Segundo o advogado, o laudo preliminar indica que a perícia da droga foi realizada na Denar às 20h34 de 13 de outubro de 2026, enquanto o recibo aponta o recebimento da droga e da motocicleta às 20h39.

Os boletins, por sua vez, situariam os fatos entre 20h59 e 21h01, e o formulário de cadeia de custódia registraria a coleta às 21h01.

Outro ponto levantado foi a divergência na descrição da quantidade apreendida. De acordo com o pedido apresentado pela defesa, uma página do registro menciona “87 trouxinhas”, enquanto outra informa “85 porções e 02 sacos”.

O advogado também apontou que o endereço da ocorrência aparece associado ao bairro Pioneiros e ao Jardim Botânico.

O advogado também apresentou a versão do militar para a ocorrência. Segundo a defesa, ele teria ido ao local para comprar droga para consumo próprio e afirma que duas pessoas estariam vendendo a substância no imóvel.

Ainda conforme essa versão, os dois teriam fugido pelos muros quando os policiais chamaram pelo portão, e o jovem correu assustado, sendo abordado na rua.

A defesa sustenta que, depois, ele teria sido levado de volta à casa, onde os policiais reuniram a droga encontrada no local e a atribuíram ao militar, incluindo a porção que teria sido localizada na motocicleta.

O advogado destacou ainda que o jovem tem 20 anos, é réu primário, não possui antecedentes criminais, tem ocupação lícita e estável e residência fixa.

A audiência de custódia foi realizada nesta sexta-feira (16), no Fórum Heitor Medeiros, em Campo Grande. Na decisão, a Justiça considerou que, apesar de o militar ser primário e ter emprego fixo, a tentativa de fuga relatada pela polícia justificaria a prisão preventiva.

O magistrado concluiu que estavam presentes os requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal e converteu a prisão em flagrante em preventiva, considerando a necessidade de garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal.

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