Na eleição mais apertada de primeiro turno desde a redemocratização — Flávio com 47,03% e Lula com 45,16% —, o debate da Band era esperado como termômetro. Cientistas políticos ouvidos pelo Valor Econômico, porém, relativizam a capacidade do formato de “virar” o jogo nesta reta final.
“É muito difícil uma virada de voto. O que eventualmente pode acontecer é um indeciso tomar decisão pelo mau desempenho de um dos candidatos.”
Rodolfo Marques, cientista político (Unama) · Valor Econômico
Na Quaest, 91% disseram que a escolha é definitiva; no Datafolha, 93%. Para Marques, o efeito clássico de trocar de candidato é residual. O risco maior seria um prejuízo pontual após declaração equivocada.
Redes podem amplificar o que a TV mostrou
Rogério Baptistini (Mackenzie) lembra que o debate concorre com YouTube, Instagram e TikTok. Pouca gente, em proporção ao eleitorado, assiste à íntegra — mas os cortes circulam e podem influenciar. Marco Teixeira (FGV) contrapõe: em eleição polarizada, “qualquer diferença faz a diferença”, e o contraponto do debate ainda tem valor frente ao horário eleitoral em monólogo.
Resumo do debate e links da Band/Canal Livre →
Por Amin Feres, redator da ULTRA NOTÍCIAS. Informações: Valor Econômico.
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