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Mato Grosso do Sul Revisado por ULTRA AI

Quase 30% dos incêndios em vegetação do ano ocorreram em 19 dias de agosto

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Quase 30% dos incêndios em vegetação do ano ocorreram em 19 dias de agosto

Capital soma 473 ocorrências em 2026; umidade caiu a 17% e bombeiros mantêm alerta para período seco.

O Corpo de Bombeiros atendeu 140 ocorrências de incêndio em vegetação nos primeiros 19 dias de agosto em Campo Grande, em um período marcado por tempo seco e baixos índices de umidade relativa do ar.

O número representa quase 30% de todos os chamados desse tipo registrados na Capital desde o início do ano.

De janeiro até esta quarta-feira (19), foram 473 ocorrências, das quais 29,6% se concentraram somente neste mês. Apesar da intensidade recente, o acumulado de 2026 ainda está abaixo do registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Entre janeiro e 19 de agosto de 2025, os bombeiros atenderam 663 ocorrências, 190 a mais. A diferença corresponde a uma redução de 28,7%.

A queda, entretanto, é vista com cautela pelo Corpo de Bombeiros, pois o número de incêndios em vegetação urbana varia de acordo com as condições climáticas de cada período, especialmente a ocorrência de chuvas, e pode aumentar nos próximos meses.

Por isso, os dados parciais não permitem concluir que 2026 terminará com menos incêndios que o ano passado. Em 2025, Campo Grande chegou ao fim de dezembro com 1.

350 ocorrências, contra 1. 022 em 2024, aumento de 32,1%.

O comportamento dos incêndios urbanos também não acompanha necessariamente o dos incêndios florestais. Segundo o Corpo de Bombeiros, 2024 foi mais crítico para os incêndios florestais, enquanto 2025, apesar de uma situação melhor nesse tipo de ocorrência, teve maior número de chamados relacionados à queima de vegetação em terrenos baldios e outras áreas urbanas.

Agosto concentra ocorrências - Agosto concentra ocorrências. Os dados deste mês ajudam a dimensionar o momento atual. Até esta quarta-feira (19), o Corpo de Bombeiros registrou 140 casos em Campo Grande.

Em todo o mês de agosto de 2025, foram 278 ocorrências, e, em agosto de 2024, 151.

Como o dado deste ano abrange somente os primeiros 19 dias do mês, não é possível fazer uma comparação direta com os dois anos anteriores. Ainda assim, em menos de três semanas, o número de ocorrências de agosto deste ano já se aproxima das 151 registradas durante todo o mês de agosto de 2024.

Nos últimos dias, incêndios atingiram diferentes regiões de Campo Grande. Na terça-feira (18), um foco consumiu uma grande área de vegetação na Rua Poente, no Bairro Bela Laguna.

No Jardim Inápolis, próximo ao Indubrasil, as chamas começaram no mato e avançaram até um barraco de madeira na Rua Sarandi. Moradores tentaram combater o fogo com baldes e uma mangueira antes da chegada dos bombeiros.

Parte da estrutura e alguns móveis foram queimados, mas ninguém ficou ferido.

Na noite de segunda-feira (17), outro incêndio de grandes proporções atingiu uma área verde da Avenida Guaicurus, entre as ruas Salomão Abdalla e Filomena. As chamas avançaram pela vegetação e produziram uma coluna de fumaça que podia ser vista à distância.

Umidade baixa - As ocorrências coincidem com dias de umidade relativa do ar muito baixa em Mato Grosso do Sul. Conforme o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), na terça-feira (18), a mínima chegou a 14% em Sonora e 15% em Água Clara.

Já Campo Grande, Pedro Gomes, Paranaíba, Inocência, Ribas do Rio Pardo e São Gabriel do Oeste registraram 17%.

O cenário de tempo seco já vinha sendo acompanhado pelo órgão. Em julho, Mato Grosso do Sul apresentou distribuição irregular das chuvas, com acumulados entre zero e 136,4 milímetros.

Na maior parte das estações, os volumes ficaram abaixo da média histórica, segundo os dados do Cemtec fornecidos à reportagem.

Conforme o Cemtec, a situação, entretanto, não foi uniforme. Campo Grande teve o maior acumulado de julho, com 136,4 milímetros, volume 282% superior à média histórica para o mês.

Nhumirim/Nhecolândia também apresentou excedente de 245%, Mundo Novo, de 123%, e Itaquiraí, de 107%.

No sentido oposto, municípios das regiões norte, nordeste e do Pantanal tiveram déficits entre 95% e 100% em relação à média histórica, indicando persistência da estiagem nessas áreas.

Julho também teve fortes extremos meteorológicos. As temperaturas variaram de 0,4°C, em Iguatemi, a 38,3°C, em Corumbá, enquanto a menor umidade relativa do ar registrada no Estado chegou a 12%, em Amambai.

Os dados foram obtidos pelo Cemtec a partir das estações automáticas do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e da rede estadual da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Dados estaduais - Em Mato Grosso do Sul, o Corpo de Bombeiros contabilizou 1. 390 ocorrências de incêndio em vegetação até 19 de agosto deste ano. Como os dados disponibilizados de 2024 e 2025 correspondem aos anos completos, não é possível comparar diretamente o desempenho de 2026 com os períodos anteriores.

Na comparação entre os anos fechados, houve redução. Mato Grosso do Sul passou de 4. 452 ocorrências em 2024 para 3. 550 em 2025, queda de 20,3%.

Para os próximos meses, a análise do Cemtec aponta 100% de probabilidade de El Niño, sendo aproximadamente 93% de intensidade muito forte e 7% forte. A projeção também sinaliza temperaturas acima da média histórica, cuja referência varia de 22°C a 26°C, indicando um trimestre predominantemente aquecido.

Ao mesmo tempo, a previsão aponta precipitações acima da média climatológica, com valores de referência entre 200 e 500 milímetros, dependendo da região. Por isso, a ocorrência do El Niño, por si só, não permite antecipar qual será o comportamento dos incêndios urbanos até dezembro.

O volume e a distribuição efetiva das chuvas, além das demais condições meteorológicas, serão determinantes para o cenário dos próximos meses.

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Em números

  • Até esta quarta-feira (19), o Corpo de Bombeiros registrou 140 casos em Campo Grande

Fontes

Informação baseada em material público de Campo Grande News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Campo Grande Newslink