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Mato Grosso do Sul

Prefeito de MS que agiu como “inimigo” terá reciprocidade, diz Vander

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Prefeito de MS que agiu como “inimigo” terá reciprocidade, diz Vander

Petista critica gestores que apoiaram adversários de Lula, mas afirma que população "não será prejudicada.

Prefeitos de Mato Grosso do Sul que trataram o PT como “inimigo” durante a campanha eleitoral terão o mesmo tratamento político a partir de agora, segundo o deputado federal e presidente estadual do partido, Vander Loubet.

Após seis mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, Vander apostou na proximidade com Lula, na articulação com Brasília e na relação construída com prefeitos do interior para conquistar uma das duas vagas em disputa no Senado.

A estratégia, no entanto, não garantiu sua eleição, e as duas cadeiras de Mato Grosso do Sul ficaram com os candidatos do PL, Reinaldo Azambuja e Renan Contar.

A expectativa era transformar a experiência na liberação de recursos federais e no atendimento às demandas municipais em apoio eleitoral, inclusive fora da base tradicional do PT.

O deputado não revelou quais prefeitos considera responsáveis por essa postura, mas fez questão de diferenciar os gestores que mantiveram uma relação de respeito político daqueles que, em sua avaliação, ultrapassaram os limites da disputa eleitoral.

Apesar do tom de cobrança, Vander afirmou que eventuais consequências políticas não deverão atingir os moradores dos municípios administrados por esses gestores.

Violência política – As declarações ocorreram após um segundo turno marcado por episódios de tensão eleitoral em Mato Grosso do Sul. Em Chapadão do Sul, por exemplo, uma eleitora encontrou as teclas dos números 1 e 3 coladas em uma urna eletrônica, situação identificada pela Justiça Eleitoral durante a votação de domingo (25).

Para Vander, episódios como esse refletem o ambiente de hostilidade que marcou a campanha. O parlamentar também relatou situações de intimidação contra apoiadores do PT.

Na avaliação do petista, o fim das eleições exige a retomada do diálogo político, mas não significa ignorar os conflitos ocorridos durante a campanha. “Acho que agora o desafio é construir um governo que tenha a capacidade, encerradas as eleições, de dialogar com todos.

Mas nós temos que tratar, como eu coloquei em uma nota, os oportunistas como eles são”, declarou.

Com Lula reeleito para um quarto mandato, Vander também apontou a necessidade de articulação política para garantir a governabilidade diante da composição do Congresso Nacional.

O deputado reconheceu que o próximo governo terá o desafio de manter o diálogo com diferentes forças políticas, mesmo após uma eleição polarizada. Para ele, será necessário superar parte das divergências eleitorais, sem deixar de considerar o comportamento de aliados e adversários durante a campanha.“Superar um pouco, mas não esquecer também.

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