O lago principal do Parque das Nações Indígenas, cartão-postal de Campo Grande, voltou a apresentar sinais de assoreamento. Bancos de areia surgiram em meio à água e se transformaram em "praia" para capivaras e aves.
A reportagem esteve lá nesta quarta-feira (4) e ouviu frequentadores que caminham quase todos os dias na pista que contorna as águas. O advogado João Paulo Freitas reparou há mais de um mês o assoreamento.
Ele acredita que o acúmulo seja de sedimentos que vêm "lá de cima" e são carreados pelas chuvas.
João se refere à região onde ficam o Parque dos Poderes e bairros como Jardim Noroeste. O primeiro vive expansão imobiliária, com vários prédios em construção, e o segundo teve obras de drenagem e pavimentação recentes.
José Luiz Bonilha pratica atividade física há aproximadamente 5 meses no parque e também notou o surgimento do banco de areia. "Há uns 20 dias, antes de viajar, comentei que estava aparecendo a areia lá no meio.
A obra de contenção da erosão no Córrego Joaquim Português foi outra medida tomada pelo poder público em 2021 para controlar a entrada de sedimentos nos lagos e impedir outros problemas.
Animais - Peixes, patos e tartarugas nadavam no lago pela manhã. No caso dos peixes, havia alguns mortos boiando e outros nadando lentamente nas águas rasas.
O assoreamento pode não só comprometer a vida aquática, mas também deixar a região mais suscetível a enchentes.
O instituto também foi questionado sobre quais foram as operações de desassoreamento mais recentes e o total gasto. Não houve retorno até a publicação da matéria.
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