Apesar da valorização, o dólar comercial ainda acumula queda de 1,57% desde o início de 2026.
Bolsa cai 13,88% e tem pior resultado desde 2020.
Na B3, as negociações foram suspensas por 30 minutos logo no início da sessão, quando o Ibovespa caiu mais de 10%. O mecanismo, chamado circuit breaker, busca conter oscilações bruscas nos preços das ações.
Depois da retomada, as perdas chegaram a superar 17%. O índice encerrou o dia com o pior resultado desde 16 de março de 2020, quando recuou 13,92%, no início da pandemia de covid-19.
O que mexeu com o mercado - A vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, realizado no domingo (25), levou investidores a rever projeções para os juros, o câmbio e as contas públicas.
Parte do mercado esperava a vitória do candidato do PL. As principais preocupações se concentram no controle das despesas públicas e na trajetória da dívida brasileira.
No exterior, o mercado argentino também registrou perdas. Perto do meio-dia, o índice MSCI Merval caía 4,50%, em meio à reação dos investidores ao resultado das eleições brasileiras.
O Brasil é um dos principais parceiros comerciais da Argentina, que realizará sua próxima eleição presidencial em 2027.
Nos Estados Unidos, as atenções se voltaram para a reunião do Fed (Federal Reserve, banco central americano), com decisão sobre os juros prevista para quarta-feira (28).
A expectativa era de uma nova elevação das taxas. Já para o BCE (Banco Central Europeu) e o Banco do Japão, o mercado projetava manutenção dos juros.
Em números
- Dólar sobe a R$ 5,40 e registra maior alta diária desde 1999
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