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Mato Grosso do Sul

Boa imagem também é respeitar quem pensa diferente

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Boa imagem também é respeitar quem pensa diferente

Uma reflexão sobre respeito, comunicação e elegância nas relações pessoais e profissionais.

A maneira como nos posicionamos diante das divergências revela muito sobre nossa maturidade, nossa comunicação e a imagem que transmitimos. Vivemos em uma época em que opiniões são expostas o tempo todo.

Nas redes sociais, nas conversas entre amigos, nos encontros de família e no ambiente de trabalho, basta surgir um assunto polêmico para que uma troca de ideias se transforme em uma disputa.

Em vez de ouvir, queremos responder. Em vez de compreender, tentamos convencer. E, muitas vezes, o respeito fica pelo caminho. Mas será que precisamos concordar para conviver bem.

A boa imagem vai muito além da aparência. Ela também é construída pelas palavras que escolhemos, pelo tom de voz que usamos e pela maneira como tratamos as pessoas, especialmente aquelas que pensam diferente de nós.

O primeiro exercício é aprender a escutar. Antes de rebater uma opinião, vale a pena tentar compreender o que está por trás dela. Nossas convicções são influenciadas por experiências, valores, medos e expectativas.

Fazer perguntas e ouvir com atenção não significa concordar, mas demonstra disposição para o diálogo.

Outro cuidado importante é separar a ideia da pessoa. Podemos discordar de um argumento sem desqualificar quem o apresenta. Ironias, ofensas e humilhações podem até gerar aplausos de quem concorda conosco, mas dificilmente contribuem para uma conversa construtiva.

Também é preciso reconhecer que nem toda conversa precisa terminar com alguém convencido. Às vezes, o melhor resultado é simplesmente compreender melhor o ponto de vista do outro.

Em outras situações, quando o diálogo se torna ofensivo ou improdutivo, saber encerrar a conversa é uma forma legítima de estabelecer limites.

No ambiente profissional, essa habilidade faz ainda mais diferença. Pessoas com opiniões distintas precisam trabalhar juntas, negociar, tomar decisões e encontrar soluções.

Quem sabe se posicionar sem constranger o outro demonstra maturidade, inteligência emocional e capacidade de convivência, qualidades que fortalecem a credibilidade e a reputação.

Isso não significa tolerar desrespeito, abrir mão dos próprios valores ou permanecer em discussões que ultrapassam os limites da educação. Significa defender aquilo em que acreditamos sem esquecer que do outro lado também existe uma pessoa.

Não controlamos a impressão que todos terão de nós, mas podemos cuidar daquilo que nossas atitudes comunicam. Afinal, é relativamente fácil manter a cordialidade com quem concorda conosco.

O verdadeiro exercício de maturidade acontece quando encontramos uma opinião contrária à nossa.

(*) Larissa Almeida é formada em Comunicação Social pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e pós-graduada em Influência Digital pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Durante 14 anos, trabalhou na área de comunicação e imagem em instituições como a Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o Senado Federal, além de ter coordenado a comunicação da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul).

É consultora de imagem formada pela RML Academy (Royal Makeup Lab Academy) e pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, além de especialista em dress code e comportamento profissional por Cláudia Matarazzo e pela RMJ TRE (RMJ Treinamento e Desenvolvimento Empresarial).

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