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Mato Grosso do Sul

A batalha de tirar o fôlego: sucuri é flagrada esmagando jacaré submerso

Cena foi registrada durante um safári na Caiman, em Miranda. A cobra foi vista apertando o jacaré dentro de um lago e colocando a cabeça para fora da água para

3 min de leitura
A batalha de tirar o fôlego: sucuri é flagrada esmagando jacaré submerso

Uma sucuri-amarela foi flagrada, nesta segunda-feira (26) enrolada em um jacaré debaixo d'água, durante um safári na Estância Caiman, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, em Miranda (MS).

Sucuri-amarela é flagrada enrolada em jacaré debaixo d'água no Pantanal de MS.

O registro foi feito pelo técnico em agropecuária Adriel Abreu, que acompanhava um grupo de turistas quando encontrou a cobra apertando o jacaré em um lago. Veja o vídeo acima.

Nas imagens, a sucuri aparece com o corpo enrolado no jacaré, em uma área de água escura. Segundo Adriel, a cobra já havia capturado a presa quando o grupo chegou ao local.

Durante a observação, o animal também colocou a cabeça para fora da água para respirar.

Ao g1, Adriel contou que encontrar uma sucuri durante a captura de uma presa não é comum nos passeios. Ele explicou que a cobra pode passar horas apertando o animal antes de começar a engoli-lo.

É bem raro a gente encontrar ela nesse processo de estrangulamento. Ela estava em um lago, com uma água um pouco escura, então não dá para ver tantos detalhes", relatou.

Segundo Adriel, a cena chamou a atenção dos turistas, que conseguiram acompanhar de perto o comportamento da cobra. Ele também identificou que se tratava de uma sucuri adulta, devido à espessura do corpo.

Foi algo impressionante, porque você vê tão de perto, poder ver essa cena acontecendo, ela movimentando, momentos que ela tirava a cabeça para fora para respirar.

Então, isso é uma cena incrível mesmo, que a gente só vê em televisão", relatou.

O grupo não acompanhou o momento em que a cobra engoliu o jacaré.

As sucuris capturam suas presas por constrição, envolvendo o corpo ao redor do animal e apertando até comprometer a circulação sanguínea. Depois, conseguem engolir presas maiores que a própria cabeça graças à mobilidade das mandíbulas.

A espécie não é peçonhenta e mata suas presas por constrição, enrolando-se ao redor da vítima e comprimindo seu corpo até provocar a asfixia. Ela pode medir entre 2,4 e 4,6 metros de comprimento e pesar, em média, 30 quilos, podendo chegar aos 40 quilos.

As fêmeas costumam ser maiores que os machos.

A espécie vive principalmente em pântanos e brejos, mas também pode ser encontrada em áreas de floresta e até em cavernas. Sua alimentação inclui aves, ovos, peixes, répteis e pequenos mamíferos.

Em algumas situações, também pode capturar animais maiores, como cervos, caititus e capivaras.

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