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Caso Willer Tomaz: o que a PF aponta, o inquérito no STF e a defesa

2 min de leitura
Caso Willer Tomaz: o que a PF aponta, o inquérito no STF e a defesa
Edilson Rodrigues / Agência Senado via g1

O nome de Willer Tomaz atravessa investigações distintas — do esquema de descontos indevidos no INSS à disputa por uma ilha em Angra e, agora, a um inquérito no STF sobre suspeita de lavagem de dinheiro que também cita o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL). Amigos próximos, os dois negam negócios em conjunto. Abaixo, o que a apuração da imprensa e os relatórios da PF descrevem — e o que ainda é disputa de versões.

Advogado Willer Tomaz
Willer Tomaz: alvo de inquérito no STF sob relatoria de Alexandre de Moraes, segundo g1 e Estadão. Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado via g1

O inquérito no STF

  • Aberto após material da PF no Rio Grande do Sul subir à Corte (foro de Flávio)
  • Relator: ministro Alexandre de Moraes
  • Origem: quebra de sigilo telemático de Tomaz em apuração ligada a bets/fintechs e ao caso INSS (Operação Sem Desconto)
  • PF aponta Flávio como “usuário master” em conta da Alcazar Holdings (Portugal), empresa de Tomaz — e-mail de 22/05/2025 pediu exclusão do acesso

O que a PF descreve

Relatórios citados pelo g1, Globo e BBC falam em proximidade entre os dois (festas, reuniões, documentos pessoais de Flávio na nuvem de Willer), viagens internacionais custeadas por empresa do advogado (Cathedral), movimentações milionárias em apostas e indícios de controle de fato sobre estruturas como Rede Loto e RioPag/Pixs no ecossistema de apostas do Rio — sempre sob o crivo de investigação, não de condenação.

Há ainda menção a hangar em Brasília e a uma “sala” que investigações jornalísticas associaram a guarda de valores — ponto contestado pela defesa. Tomaz também aparece nas discussões sobre a Ilha Comprida (Angra), em litígio com o jogador Richarlison.

O que dizem as defesas

Willer Tomaz: nega crimes, fala em vazamento eleitoral, afirma que Rede Loto “jamais operou” como plataforma de apostas e que a Cathedral é holding patrimonial. Diz que empresas são lícitas e registradas.

Flávio Bolsonaro: afirma que a relação é só de amizade familiar; nega ter sido “usuário master” de contas de Willer e classifica as acusações como fake news de campanha.

Por Amin Feres, redator da ULTRA NOTÍCIAS. Apuração com base em: g1, BBC Brasil, Exame, O Globo/UOL e notas das defesas.

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