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Economia

Volkswagen Tera ganha motor mais forte e novo câmbio, mas vai ganhar dos chineses? O g1 testou

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Volkswagen Tera ganha motor mais forte e novo câmbio, mas vai ganhar dos chineses? O g1 testou

A Volkswagen passou a oferecer o SUV compacto Tera com o motor 200 TSI nas versões automáticas Comfort e Highline. O modelo recebeu o motor 1. 0 turbo de três cilindros, que entrega 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, combinado a uma nova transmissão automática de oito marchas.

  • Com etanol: 8,7 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada.
  • Com gasolina: 12,2 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada.
  • BYD Dolphin GS: R$ 150 mil (promoção de R$ 139.990).
  • CAOA Chery Tiggo 5X Sport: R$ 125 mil.
  • CAOA Changan CS55 Prime: R$ 145 mil.
  • CAOA Changan CS55 Infinity: R$ 155 mil.
  • Chevrolet Spark EUV: R$ 152 mil (promoção de R$ 147 mil).
  • Geely EX2: R$ 124.600 Pro / R$ 137.800 Max.
  • Suspensão dianteira: Independente, do tipo McPherson.
  • Freios dianteiros: Discos ventilados.
  • Motor: Dianteiro, 1.0 turbo flex, três cilindros em linha e 12 válvulas.
  • Potência: 128 cv com etanol e 116 cv com gasolina.
  • Torque: 20,4 kgfm com etanol ou gasolina.
  • 0 a 100 km/h: 9,2 segundos com etanol e 9,5 segundos com gasolina.
  • Velocidade máxima: 188 km/h com etanol e 185 km/h com gasolina.
  • Consumo gasolina: cidade 12,2 km/l / estrada 14,4 km/l.
  • Etanol: cidade 8,7 km/l / estrada 10,1 km/l.

Anteriormente, ambas as versões já contavam com motor 1. 0 turbo, mas com 116 cv de potência e câmbio de seis marchas. Agora, as demais configurações do Tera mantêm essa motorização e são oferecidas exclusivamente com câmbio manual.

O g1 testou a configuração topo de linha do Tera com o pacote Outline para descobrir se a potência extra e o novo câmbio elevam o modelo a um novo patamar, especialmente diante de concorrentes bastante interessantes na mesma faixa de preço.

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A boa notícia é que o motor de 128 cv alterou pouco as médias de consumo de combustível do utilitário esportivo em relação à calibração anterior.

O rendimento melhorou no trânsito urbano e ficou ligeiramente menor em trajetos rodoviários.

O propulsor 200 TSI, que já integra a gama de outros modelos da marca, como o T-Cross, foi ajustado para entregar torque em baixas rotações.

A caixa automática de oito velocidades distribui as relações para manter o motor na faixa ideal de funcionamento em diferentes condições de rodagem.

O desenho do veículo e a lista de equipamentos permanecem. O modelo mantém painel digital, central multimídia VW Play Connect e suporte ao aplicativo Meu VW. Na versão Comfort, o ar-condicionado é do tipo convencional.

Ao entrar no Volkswagen Tera, a sensação é de estar diante do mesmo carro, inclusive na versão topo de linha. A marca não sinalizou visualmente as mudanças na recalibração do motor e na adoção do novo câmbio automático de oito marchas.

O pacote de equipamentos e os acabamentos continuam.

Com o carro ligado e em movimento, porém, é possível perceber que a Volkswagen, como já fez em outras oportunidades, conseguiu combinar bem o câmbio de oito marchas com o motor 200 TSI.

As trocas são suaves e aproveitam o giro do motor na faixa mais eficiente, o que proporciona, claro, retomadas melhores do que nas versões de 116 cavalos.

Nas reduções de marcha, não há trancos. Tudo funciona de maneira adequada. A direção e a suspensão também continuam bem executadas, como antes.

Mas haveria algum problema, então? A Volkswagen respondeu corretamente com essas novidades. O ponto é que ela deu a resposta certa para as perguntas erradas. Ao analisar o mercado atual, é possível perceber que o Tera e os concorrentes apontados pela própria VW estão deslocados em relação ao que acontece no segmento.

Segundo Herlander Zola, CEO da Stellantis para a América do Sul (dona das marcas concorrentes da VW como Fiat e Jeep), montadoras tradicionais não previram a velocidade da eletrificação e perderam espaço para as chinesas.

Em outubro, por exemplo, a Hyundai já está fazendo uma promoção para o i20. Um lançamento global que chegou sem nenhuma tecnologia inédita e “brigando” com o próprio HB20.

Isso sem falar nos números baixos de vendas do Renault Kardian, que tem vários prêmios, mas é pouco visto nas ruas.

São fenômenos que estão ligados ao "efeito China", que também atinge os preços de carros seminovos, como o g1 já mostrou.

A resposta da Volkswagen para o segmento foi oferecer um câmbio mais moderno e um motor 1. 0 com potência adequada. O problema é que essas não parecem ser os principais anseios dos clientes.

Quando a Volkswagen afirma que já trabalha na eletrificação de sua frota e promove mudanças globais em suas fábricas, incluindo demissões e uma revisão completa do portfólio, fica mais evidente o contexto em que este novo Tera foi desenvolvido.

A decisão de oferecer mais força e novo câmbio para o SUV compacto parece pertencer a outro momento. Um recorte no tempo em que a Volkswagen não dimensionou, pelo menos nos mercados brasileiro, a chegada dos fabricantes chineses, com preços agressivos, ampla oferta de modelos e volume de produção.

Portanto, sim, o Volkswagen Tera melhorou com o novo câmbio e a potência extra. Mas essa pode não ser a resposta que o cliente procura nessa faixa de preço.

Por enquanto, o modelo ainda faz sentido como uma opção de bom custo-benefício e mantém bons números de vendas. Segundo dados da Bright Consulting, as versões Comfort e a versão High correspondem a 62% das vendas do Tera.

Resta aguardar os próximos passos da Volkswagen e observar como o mercado vai se reorganizar em 2027, com as novas tecnologias que todas as marcas prometem trazer ao Brasil.

Lançado no Brasil em 2025, o Tera tornou-se o segundo SUV mais vendido do país em 2026, posicionado atrás do T-Cross. A fábrica de Taubaté (SP) alcançou o volume de 100 mil unidades produzidas do modelo em menos de um ano.

No mercado internacional, o veículo tornou-se o modelo mais exportado da marca no país em 2026. Entre janeiro e julho, a fabricante enviou 21. 404 unidades do SUV para 17 mercados da América Latina.

Em números

  • A fábrica de Taubaté (SP) alcançou o volume de 100 mil unidades produzidas do modelo em menos de um ano

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