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Economia

O Brasil barrou a extrema direita

O país mostrou a força de uma sociedade que decide participar de seu próprio destino

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A vitória no domingo (25) ficará marcada na história por algo que ultrapassa os números das urnas. Ela foi construída por milhares, por pessoas que decidiram deixar suas casas, ocupar as ruas e transformar a indignação em participação política.

Uma vitória que pertence a uma multidão de brasileiros que se recusou a assistir passivamente ao avanço da extrema direita.

Depois do primeiro turno, uma impressionante mobilização tomou conta do país. Estudantes ocuparam avenidas, famosos emprestaram suas vozes, influenciadores mobilizaram milhões de pessoas nas redes sociais.

Trabalhadores, movimentos populares e cidadãos que jamais haviam participado de uma campanha eleitoral decidiram fazer alguma coisa. Muitos organizaram manifestações espontaneamente, sem esperar orientações de partidos ou lideranças políticas.

Houve algo especialmente bonito nessa mobilização: pessoas com histórias, convicções e trajetórias muito diferentes compreenderam que havia algo maior em jogo. Gente de esquerda se juntou a pessoas de centro e de uma direita comprometida com o país.

Discordâncias sobre economia e políticas públicas continuaram existindo. O que as aproximou foi a compreensão de que o respeito às instituições precisa estar acima das disputas partidárias.

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