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Corumbá - MS | Domingo, 8 de novembro de 2026 | 13:56

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Economia

Enem estreia acompanhante e cão de apoio emocional para candidatos

Exame inclui acompanhante, cães de suporte e novas condições de saúde

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

Pela primeira vez, participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com histórico de crises de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) poderão contar com acompanhante ou cão de apoio emocional no momento das provas.

  • déficit de atenção (51.724, ou 37,39%).
  • candidatos com Transtorno do Espectro Autista (34.723, ou 25,1%).
  • baixa visão (9.792 candidatos, 7,04%).
  • deficiência intelectual (8.922 candidatos, 6,45%).

De acordo com o edital desta edição, a medida inédita se aplica a outros casos de alterações emocionais e prevê que o acompanhante fique em uma sala reservada, monitorada por fiscais, para casos de necessidade de apoio ou estabilização do participante.

Informações, análises e recomendações que valem dinheiro.

O ministro da Educação, Leonardo Barchin, em entrevista à Agência Brasil destacou a relevância dessa possibilidade da presença de um acompanhante familiar durante a aplicação do exame.

Ministro Leonardo Barchini destaca a meta do Enem de ser cada vez mais inclusivo. Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.

A aplicação neste domingo (8) tem 138. 329 solicitações de atendimento especializado confirmadas pelo Inep. Outra novidade deste ano é a inclusão de candidatos com fibromialgia entre as condições que motivam a solicitação de atendimento especializado e/ou de recurso de acessibilidade.

Enem 2026: “A valorização do SUS como direito universal” é tema da redação.

O atendimento especializado precisa ter sido solicitado no momento da inscrição e aprovado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enem.

Mais de 5 milhões de estudantes fazem primeira prova no domingo.

Uma das solicitantes de atendimento especializado nesta edição é Maria Clara Gonçalves, de 18 anos, moradora de Cotia (SP). A estudante do 3º ano do ensino médio tem Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

O diagnóstico ocorreu entre os 14 e 16 anos, impulsionado pela percepção de dificuldades acentuadas nos estudos.

A jovem fará a prova para tentar uma vaga em um curso de medicina e, no futuro, visa a especialização em neurologia.

Outra candidata que já teve a oportunidade de fazer o Enem, em 2017, com atendimento especializado foi Isabella Magalhães, de 25 anos, com diagnóstico confirmado de Transtorno do Espectro Autista, nível 2.

Sobre aquela experiência, aos 16 anos, Isabella conta que não teve grandes dificuldades com as disciplinas do exame, mas, recorda que o principal desafio foi a extensão da prova, além do ambiente com muitas pessoas, ruídos e movimentação.

Atualmente, Isabela dedica-se aos estudos para concursos públicos, além de planejar cursar uma segunda graduação em biologia.

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aplica o Enem 2026 neste e no próximo domingo.

Segundo a psicopedagoga, especialista em educação especial e coordenadora da clínica Follow Kids, no Rio de Janeiro, Giselle de Oliveira Araújo, o cérebro tem capacidade de aprender e se adaptar, mas precisa de condições favoráveis para funcionar bem.

A psicopedagoga Gisele Araújo diz que apoiar os pés no chão e relaxar os ombros podem ser ajudar os estudantes no momento das provas. Gisele/Arquivo Pessoal.

A profissional explica que nos neurodivergentes a autorregulação ocorre de maneiras diferentes. “Alguns adolescentes com TDAH podem se beneficiar de pequenos movimentos para recuperar a atenção.

Já estudantes autistas podem precisar de estratégias que ajudem a lidar com determinados estímulos sensoriais.”.

De forma geral, Giselle aconselha aos candidatos as seguintes estratégias: – apoiar os pés no chão;– sentir o contato com a cadeira;– relaxar os ombros;– alongar as mãos;– ajustar a postura;– respirar lentamente.

De acordo com ela, não há um padrão ou intervalo ideal fixo para pausas estratégicas. O momento de pausar deve ser guiado pelos sinais de sobrecarga, como ler a mesma frase várias vezes ou perder a organização do raciocínio.

Pequenos intervalos para desviar o olhar do papel e respirar ajudam a recuperar a atenção e devem ser testados previamente em simulados.

Os participantes também devem tentar perceber quando devem insistir em uma questão ou quando avançar para a próxima, evitando o desgaste excessivo do tempo de prova.

Por fim, a especialista em educação especial diz que os movimentos devem ser discretos e respeitar as regras da aplicação do Enem.

Nesta edição do Enem, entre as condições que mais motivaram a solicitação de atendimento especializado e/ou de recurso de acessibilidade, estão as de participantes com.

Já entre os recursos de acessibilidade solicitados no ato da inscrição, destacam-se tempo adicional, com 77. 956 solicitações (34,47%); correção diferenciada, com 42.

379 (18,74%); e auxílio para leitura, com 28. 042 (12,40%).

Os números são do Painel Enem 2026, que também apresenta outros quantitativos de recursos de acessibilidade, como salas acessíveis, auxílio para transcrição, prova em braile e tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), uso do aparelho auditivo ou implante coclear.

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