Parlamentares da oposição apresentaram nesta quarta-feira (4) um pedido de impeachment contra o presidente do Paraguai, Santiago Peña, a quem responsabilizam pela crise no banco digital Ueno.
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A intervenção na instituição deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro.
A acusação foi apresentada por 35 deputados, que pediram ao presidente da Câmara a convocação de uma sessão extraordinária na quinta-feira (5) para discutir o caso.
Para abrir o processo, é necessário o apoio de dois terços dos deputados. Ainda não está claro se a bancada governista apoiará a proposta.
O Ueno, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o banco central iniciou sua liquidação. A autoridade monetária identificou uma insuficiência de recursos para cobrir as obrigações do banco, relacionada a empréstimos concedidos a empresas vinculadas à instituição.
A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, entre outros pontos. A acusação também aponta que o banco central teria encoberto irregularidades.
Peña não se pronunciou publicamente sobre o pedido de impeachment. Em uma publicação na rede social X, porém, afirmou que os responsáveis pelas irregularidades responderão à Justiça, sem exceções.
A declaração foi feita pouco antes de ele promulgar uma lei que permitirá aos clientes do Ueno recuperar seu dinheiro mais rapidamente.
O caso levou à saída de Carlos Carvallo da presidência da entidade responsável pela fiscalização do banco e à prisão de oito diretores do Ueno, entre eles o presidente-executivo, Miguel Vázquez.
Os executivos se entregaram às autoridades após a emissão de mandados de prisão pela Procuradoria, que também acusou formalmente 27 pessoas ligadas ao banco. A Justiça ordenou ainda o bloqueio dos bens dos acusados.
Nesta quarta-feira, também circularam relatos de falhas em aplicativos de outros bancos, o que aumentou a preocupação com o sistema financeiro do país.
A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) informou que as instituições financeiras trabalhavam para atender ao grande volume de clientes que estavam transferindo suas contas do Ueno.
A entidade ressaltou que o sistema bancário continuava “operando normalmente”.
Em números
- Des após a emissão de mandados de prisão pela Procuradoria, que também acusou formalmente 27 pessoas ligadas ao banco
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