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Cultura

D’Leesa, a cantora de 21 anos que viralizou fazendo tudo sozinha: 'Gravava no carro da minha mãe'

Artista de 21 anos produz músicas e vídeos em casa, viralizou no TikTok e tem o Brasil como segundo maior país de ouvintes. Veja entrevista com o g1.

4 min de leitura
D’Leesa, a cantora de 21 anos que viralizou fazendo tudo sozinha: 'Gravava no carro da minha mãe'

A cantora americana Cassidy D’Leesa Dzoole, conhecida como D'Leesa, é um fenômeno orgânico da internet como não se via há algum tempo.

Aos 21 anos, a artista de Atlanta, na Geórgia, faz tudo no estilo "do it yourself": é cantora, compositora, produtora, faz a mixagem e dirige os próprios videoclipes.

Sem grandes orçamentos ou produções, conquistou público em vários países — inclusive no Brasil, onde ela virá pela primeira vez para os festivais Batekoo (no dia 14 de novembro, em São Paulo) e No Ar Coquetel Molotov (no dia 28 de novembro, no Recife).

Em entrevista ao g1, por texto, D'Leesa contou que começou gravando os vocais no carro da mãe, usando o microfone dos fones de ouvido, e montava tudo no GarageBand.

A artista conta que sempre gostou de compor, desde os 6 anos, mas parou na adolescência.

Durante a adolescência, fui pressionada a seguir a carreira de STEM [Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática], então parei de fazer música. Depois que me formei no ensino médio, em 2023, me senti com mais liberdade para explorar meus interesses", diz.

D'Leesa define o próprio estilo como "soul sáfico suave": músicas etéreas, às vezes dançantes, com letras sobre amar mulheres. Além de cuidar de todas as produções e vídeos, ela montou um site para divulgar o trabalho e vender produtos, como músicas personalizadas e itens de merchandising.

Tudo o que lanço atualmente é desenvolvido por mim", explica.

Esse estilo autêntico, "do it yourself", rapidamente atraiu fãs. Em outubro de 2025, D'Leesa postou no TikTok um vídeo cantando a música "Higher" e percebeu que o alcance disparava.

Foi numa noite, em 2025. O vídeo estava ganhando milhares de visualizações e seguidores por minuto, e dias depois fui colocada na playlist Fresh Finds, do Spotify.

Foi aí que pensei: 'Uau, as pessoas gostam das minhas músicas'", contou.

Em sua maioria, os vídeos de D'Leesa podem não ser grandes produções, mas são repletos de recursos: brincam com diferentes fundos, efeitos, sempre com a artista em evidência.

Assim, ela chama a atenção não só por suas ótimas músicas, como pela forma dedicada e genuína que promove o próprio trabalho.

Um ano depois, D'Leesa revela que viver de música deixou de ser apenas um sonho.

Chegou a um ponto em que a música é uma fonte real de renda para mim, e consegui sustentar partes da minha vida com streaming, vendas diretas, shows e outras oportunidades ligadas ao meu trabalho.

Ainda estou transformando isso em algo totalmente sustentável a longo prazo, mas deixou de ser um sonho e virou algo tangível, que me sustenta financeiramente.

A vinda ao Brasil faz parte da primeira turnê da vida da artista. O público brasileiro é o segundo que mais consome a música de D'Leesa, de acordo com a cantora.

Percebi que tinha fãs brasileiros quando chequei as estatísticas no Spotify for Artists e vi que o Brasil era meu segundo país com mais ouvintes. Acho que minhas redes sociais me permitem ter um público internacional, e sou muito grata por isso", disse.

Ela se apresenta no Brasil nos festivais No Ar Coquetel Molotov e Batekoo. Sobre a preparação para a estreia nos palcos, a cantora disse: "Essa é minha primeira turnê e estou muito animada para conhecer meus ouvintes.

Estou me preparando fazendo exercícios e cantando ao mesmo tempo. Também ensaio o show como se estivesse no palco.

Perguntada sobre o que espera da passagem pelo Brasil, ela resume: "Espero uma festa: uma celebração da música, da expressão queer e do amor.

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