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Corumbá Verificado pela ULTRA

PRF apreende 101 kg de drogas em fundos falsos de Corolla na BR-262, em Corumbá

2 min de leitura
PRF apreende 101 kg de drogas em fundos falsos de Corolla na BR-262, em Corumbá
Divulgação / PRF

Uma ultrapassagem em local proibido, um Toyota Corolla prata e a pergunta de rotina da Polícia Rodoviária Federal. Na tarde de quarta-feira (21/10/2026), no km 708 da BR-262, em Corumbá, essa sequência desembocou em uma das apreensões mais detalhadas do mês na fronteira: 101,3 quilos de drogas — parte delas escondida em fundos falsos com abertura eletrônica.

Apreensão da PRF: drogas em compartimento oculto no painel de veículo na BR-262
Compartimento oculto no painel do veículo: tabletes apreendidos pela PRF na BR-262, em Corumbá. Foto: Divulgação / PRF

Números oficiais da apreensão

  • Total: 101,3 kg
  • Skunk: 55,7 kg (98 porções) — porta-malas, em quatro bolsas
  • Pasta-base de cocaína: 44,4 kg (42 tabletes) — bancos e painel
  • Cloridrato de cocaína: 1,2 kg (1 tablete) — painel
  • Horário: cerca de 12h30 · destino declarado: Campo Grande

Como a PRF chegou à carga

Durante ronda, os agentes flagraram a ultrapassagem irregular e abordaram o carro. O motorista — identidade não divulgada — disse que o veículo era de um amigo e que seguiria a Campo Grande. Quando pediram para abrir o porta-malas, admitiu transportar drogas. Ali estavam as bolsas com skunk.

A vistoria avançou: dois compartimentos ocultos com mecanismo eletrônico — um no encosto do banco traseiro (24 tabletes de pasta-base) e outro no painel (18 tabletes de pasta-base e um de cloridrato). Questionado, o condutor disse saber da carga, mas alegou não saber abrir os fundos falsos.

Encaminhamento

Homem, veículo e material foram levados à Delegacia da Polícia Federal em Corumbá. Ele responde por tráfico de drogas. A BR-262, corredor entre a fronteira e o interior do Estado, segue como eixo sensível de fiscalização — nesta mesma região a PRF e a PF registraram outras apreensões em outubro.

Em um Corolla de aparência comum, a engenharia do crime era sofisticada: painel e banco convertidos em cofre. Foi a atenção a uma infração de trânsito — e a persistência da equipe — que abriu a porta do compartimento.

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