Uma ultrapassagem em local proibido, um Toyota Corolla prata e a pergunta de rotina da Polícia Rodoviária Federal. Na tarde de quarta-feira (21/10/2026), no km 708 da BR-262, em Corumbá, essa sequência desembocou em uma das apreensões mais detalhadas do mês na fronteira: 101,3 quilos de drogas — parte delas escondida em fundos falsos com abertura eletrônica.

Números oficiais da apreensão
- Total: 101,3 kg
- Skunk: 55,7 kg (98 porções) — porta-malas, em quatro bolsas
- Pasta-base de cocaína: 44,4 kg (42 tabletes) — bancos e painel
- Cloridrato de cocaína: 1,2 kg (1 tablete) — painel
- Horário: cerca de 12h30 · destino declarado: Campo Grande
Como a PRF chegou à carga
Durante ronda, os agentes flagraram a ultrapassagem irregular e abordaram o carro. O motorista — identidade não divulgada — disse que o veículo era de um amigo e que seguiria a Campo Grande. Quando pediram para abrir o porta-malas, admitiu transportar drogas. Ali estavam as bolsas com skunk.
A vistoria avançou: dois compartimentos ocultos com mecanismo eletrônico — um no encosto do banco traseiro (24 tabletes de pasta-base) e outro no painel (18 tabletes de pasta-base e um de cloridrato). Questionado, o condutor disse saber da carga, mas alegou não saber abrir os fundos falsos.
Encaminhamento
Homem, veículo e material foram levados à Delegacia da Polícia Federal em Corumbá. Ele responde por tráfico de drogas. A BR-262, corredor entre a fronteira e o interior do Estado, segue como eixo sensível de fiscalização — nesta mesma região a PRF e a PF registraram outras apreensões em outubro.
Em um Corolla de aparência comum, a engenharia do crime era sofisticada: painel e banco convertidos em cofre. Foi a atenção a uma infração de trânsito — e a persistência da equipe — que abriu a porta do compartimento.
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