Ir para o conteúdo

Terça-feira, 20 de outubro de 2026 | Corumbá - MS | 35°C Céu limpo

Brasil

Tombamento de dois caminhões bloqueia BR-277, no Paraná; carga de um deles foi saqueada

Ninguém se feriu com gravidade. Previsão é que rodovia permaneça totalmente interditada pelo menos até o final da tarde desta terça-feira (20).

3 min de leitura
Tombamento de dois caminhões bloqueia BR-277, no Paraná; carga de um deles foi saqueada

No início da tarde, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o trecho foi totalmente interditado para a remoção dos veículos, com previsão de liberação por volta das 18h.

  • Previsão do tempo: Paraná recebe alerta sobre a volta das tempestades em 178 cidades; veja quais.
  • Luto: Advogado morre atropelado por carro enquanto caminhava rezando o terço com a esposa.
  • Tragédia: Jovem morre atropelado em acostamento enquanto tirava foto com amigos e familiares a caminho de pescaria.

SAMU ou Bombeiros? Entenda a diferença.

Segundo a corporação, ninguém se feriu com gravidade. Apenas o caminhoneiro que tombou primeiro recebeu atendimento no local pela equipe de resgate da concessionária EPR Iguaçu.

Um dos caminhões era de Cascavel e o outro, de Medianeira.

O primeiro caminhão transitava no sentido Cascavel quando o semirreboque deslocou-se para fora da pista, fazendo com que o motorista perdesse o controle da direção e tombasse sobre a via.

A carga de cimento em sacos de 50 kg ficou parcialmente derramada sobre a faixa adicional. Para evitar a colisão com o veículo desgovernado que vinha em sua direção, o condutor do segundo caminhão desviou, mas perdeu o controle, saiu do leito carroçável e tombou em uma área adjacente à rodovia.

A PRF também afirma que o segundo caminhão transportava um contêiner com frangos congelados, e que a carga foi saqueada por pessoa que foram até a rodovia - na parte parte, indígenas que moram na região.

A corporação não informou se identificou algum dos saqueadores.

O Código Penal não descreve, especificamente, um crime relativo ao saqueamento de cargas. Porém, a prática é ilegal e, segundo a polícia, pode ser tipificada no crime de furto.

Definido pelo Código Penal como "subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel", o furto é passível de pena de um a quatro anos de prisão, mais multa.

Se o furto for qualificado - envolvendo destruição de itens ou concurso de duas ou mais pessoas, por exemplo - a penalidade pode chegar a até oito anos de prisão.

As responsabilidades penais também são estendidas a quem "adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime.

O ato é categorizado como crime de receptação, cuja sentença, em caso de condenação, pode chegar a até quatro anos de prisão, mais multa.

O saque de carga, além de ser prejudicial para as empresas e trabalhadores autônomos, gera risco de acidentes para os próprios saqueadores, que podem ser atropelados, ou alguém que tenta desviar ali e pode causar outro acidente [...] também ocorre muito furto por rompimento do obstáculo, que é quando o caminhão quebra e eles se juntam e arrombam o container ou baú para cometer o crime", explica João Ricardo Barioni, chefe de policiamento da Polícia Rodoviária Federal em Londrina.

Veja flagrantes de saques a cargas de caminhões que tombaram em acidentes nas estradas brasileiras.

Em 2023, uma reportagem do Fantástico resgatou diversos saqueamentos registrados no Brasil e trouxe o depoimento de envolvidos nas ocorrências. Assista acima.

Na época, o delegado José Maranduba avaliou que existe uma espécie de condicionamento cultural para o ato.

Há um condicionamento cultural para aquilo, como se fosse uma coisa natural, de 'vamos ali pegar mesmo'. Há uma certa visão de que aqueles bens, uma vez caídos, não têm mais donos, e você pode ir lá e pegar - e isso não é verdade", disse o delegado.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Brasil
Economia — imagem padrão
Economia

Tudo o que você precisa saber sobre o fim da escala 6x1

O texto estabalece a adoção da escala 5x2, com dois dias de descanso remunerado por semana, redução da carga horára de 44 horas semanais para 42 horas e, depois, para 40 horas, sem redução de salário.

Em Economia