As ações das Lojas Americanas disparam nesta terça-feira (20), após a Justiça do Rio de Janeiro encerrar a recuperação judicial da varejista, em decisão anunciada na noite de segunda-feira (19).
A decisão foi tomada pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, que considerou cumpridas as obrigações do plano de recuperação judicial com vencimento em até dois anos após sua homologação, em fevereiro de 2024.
A empresa havia pedido recuperação em janeiro de 2023.
O encerramento do processo, porém, não elimina a insatisfação de credores. Segundo o magistrado, eles ainda podem apontar descumprimentos do plano ou pedir a falência da companhia.
A principal resistência parte de credores com títulos em moeda estrangeira, os chamados bondholders. Eles alegam que seus créditos foram convertidos de dólares para reais sem autorização, o que teria resultado em pagamentos menores.
Em nota, o CEO da Americanas, Fernando Soares, afirmou que a companhia implementou um plano de readequação nos últimos dois anos e apresentou indicadores crescentes de rentabilidade.
A Americanas sofreu com todo o processo, mas sai mais forte e com fôlego renovado para retomar a posição de relevância no varejo físico brasileiro", disse Soares.
As irregularidades envolviam, entre outros pontos, contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), usados para reduzir a contabilização de obrigações com fornecedores por meio de créditos fictícios.
A fraude veio à tona em meio a dificuldades financeiras da companhia, que enfrentava juros elevados e dependia de linhas de crédito de bancos.
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