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Saldo de mentira, grupo com professor falso e site com aparência profissional: como era o esquema

Vítima foi convencida a fazer aportes cada vez maiores em uma falsa plataforma de investimentos e só percebeu a fraude ao tentar sacar os valores. Suspeito de c

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Saldo de mentira, grupo com professor falso e site com aparência profissional: como era o esquema

🚨 A orientação da polícia é desconfiar de promessas de rentabilidade muito acima do mercado, plataformas sem credenciais verificáveis e pedidos de novos depósitos para liberar valores que já teriam sido investidos.

Nesta quinta-feira (13), a Polícia Civil deflagrou a Operação Criptoabate, contra suspeitos de integrar a organização criminosa investigada por estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

Na manhã desta sexta (14), um dos suspeitos de comandar o esquema foi preso no Rio de Janeiro.

De acordo com a polícia, os investigados se passavam por funcionários de uma empresa identificada como TDASX, que fechou após o início das investigações. O g1 tenta contato com os responsáveis pela TDASX, mas não os havia localizado até a última atualização da reportagem.

Vítima transferiu patrimônio ao longo de 6 meses.

Mesmo com os avisos de seu corretor oficial, ela decidiu fazer as transferências. O convencimento ocorreu ao longo de seis meses, período em que a vítima migrou todo o seu capital de uma corretora regular para a plataforma fraudulenta.

Segundo o chefe do Departamento de Crimes Cibernéticos, delegado Eibert Moreira, a vítima tinha histórico de investimentos e perfil considerado agressivo, com preferência por ativos de maior rentabilidade.

Conforme o delegado, além da herança, a vítima perdeu também parte da rentabilidade que já havia acumulado em investimentos anteriores feitos por meio de uma corretora que operava regularmente no mercado financeiro.

O corretor sempre desaconselhava para que ela não fizesse esses aportes tão altos em investimentos tão arriscados, só que aí ela acabou retirando o montante que ela tinha com essa corretora, migrando então os valores para essa plataforma falsa', afirmou o delegado.

Ao todo, 90 ordens judiciais foram cumpridas em três estados. Os investigados, segundo a Polícia Civil, são três donos de instituições financeiras que operam conversão para criptomoeda.

A polícia afirma ainda que uma gerente de uma instituição financeira tradicional e com grande credibilidade nacional e internacional foi presa. Segundo a apuração, ela era responsável por facilitar a abertura de contas operadas pelo grupo criminoso e usadas para pulverizar, em uma primeira camada, os valores transferidos pela vítima.

Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados.

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