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Brasil

Lula acena com normalidade no Congresso; Flávio, com o caos deliberado

Ao se entender com cúpula parlamentar, Lula dialoga com Maquiavel, mas também com Lulu, com os Titãs e, sobretudo, com “Os Novos Baianos”

3 min de leitura
Lula acena com normalidade no Congresso; Flávio, com o caos deliberado

O presidente Lula se ajeitou com a cúpula do Congresso na reta já quase final rumo a outubro. Com uma nota importante aqui: tão perto e tão longe! A campanha para valer ainda vai começar.

Vocês certamente sabem que o risco para o avião em voo de cruzeiro é baixíssimo. Mas ele não é desprezível nem na decolagem nem na aterrissagem. Metáfora existe para facilitar a compreensão, né.

Eu me interesso relativamente pouco por aquilo a que chamo “movimentos de superfície”, que geram muita espuma porque, afinal, as águas da política sempre se agitam.

É do jogo. Sempre há bolhas de ar se formando. Com os saponáceos da impostura e vigarice, elas podem durar um pouco mais. As redes, é verdade, dão visibilidade a essa “escuma” — grafia alternativa a “espuma”, mas que significa adicionalmente “gente de baixa extração moral”, a “escumalha”.

Os movimentos que acontecem em águas mais fundas tendem a ser mais duradouros. Por que isso.

Não sei se Lula vence ou não a disputa. Não tenho bola de cristal e não passo vergonha fazendo previsões. Prefiro acertar na análise. Hoje e há muito tempo, o petista é favorito.

Mas sabem como é a política, né? Jamais deixe Maquiavel de lado — ao contrário: faça dele a sua obsessão. Mas há Lulu Santos, convém não esquecer: “E não há lógica que faça desandar o que o acaso decidir”.

Na música de Lulu, há um acaso feliz — que “sempre vai me proteger/ enquanto eu andar distraído”. Aí já estamos com os Titãs, na criação de Sérgio Britto. Mas volto.

Lula parece ter chegado a um bom termo na conversa com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, que comandou, é segredo de Polichinelo, a rejeição a Jorge Messias para a cadeira que está vaga no STF.

Não haverá votação ainda neste ano do fim da jornada 6 X 1. É certo que Alcolumbre não cozinhou o galo para ajudar o candidato petista. Mas ajuda. O presidente e postulante à reeleição vai defender a proposta e forçar a que seu oponente — e, viável, só há um — se manifeste a respeito.

Lula é favorável, e Flávio terá de se opor para não desagradar à sua base. E há outras propostas com as quais ele terá de se haver.

E COM FLÁVIO? Ele é a promessa da crise. E não é assim porque que eu quero, mas porque o próprio a anunciou na reunião com candidatos ao Senado. A pauta segue sendo o impeachment de ministros do Supremo, a anistia a golpistas, a proposta asquerosa de soltar trogloditas e prender crianças.

Voltemos ao ponto. O entendimento entre Lula e a cúpula do Congresso, goste você dela ou não, representa normalidade institucional. Flávio anuncia a crise, promete a crise, tentará a crise.

Inexiste um bolsonarismo da normalidade democrática. Pareceria fraqueza. Você quer o quê? Escolha o seu sonho, como escreveu uma espetacular poeta e cronista.

Fontes

Informação baseada em material público de Metrópoles, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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