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Empresário paga R$ 32 mil e é solto após se envolver em batida que matou vigilante e confessar ter bebido

João Henrique Venturine Vecchi, de 37 anos, foi liberado na audiência de custódia. Colisão aconteceu em Londrina. Lucas Orozimbo, de 32 anos, foi sepultado nest

3 min de leitura
Empresário paga R$ 32 mil e é solto após se envolver em batida que matou vigilante e confessar ter bebido

O empresário recebeu liberdade nesta quinta-feira (30), um dia após atropelar e matar o vigilante Lucas Orozimbo, de 32 anos, em Londrina, no Norte do Paraná. Segundo o delegado Roberto Fernandes, ele confessou ter bebido antes de dirigir.

Motociclista morre ao ser atingido por carro em cruzamento de Londrina.

A defesa de João — que foi autuado em flagrante pela Polícia Civil (PC-PR) por homicídio culposo no trânsito, com agravante de embriaguez — disse lamentar o falecimento da vítima e que irá se manifestar somente nos autos do processo.

Na decisão que o colocou em liberdade, também ficou decidido o recolhimento e a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dele. Além disso, ele não poderá frequentar bares e casas noturnas, assim como sair de casa após as 20h.

João Henrique foi autuado em flagrante pela Polícia Civil (PC-PR) por homicídio culposo no trânsito, com agravante de embriaguez.

Às 11h de sexta-feira, no cemitério Jardim da Saudade, foi sepultado o corpo do vigilante. "Vou enterrar meu filho e depois eu vou lutar para que seja feita justiça por ele.

Por ele, pelo filho dele, por mim, pela família", disse Valdenice dos Santos, mãe de Lucas, na quinta-feira (29).

A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, teve acesso ao depoimento de João. Nele, ele afirma que ingeriu bebidas alcoólicas em um bar quatro horas antes do acidente.

A batida foi registrada por câmeras de segurança. Nas imagens, Lucas aparece em uma moto pela Rua Goiás, na região central da cidade. Ao chegar no cruzamento com a Avenida Juscelino Kubitschek, ele é atingido pelo carro e morre no local.

O automóvel, em seguida, arrastou a motocicleta e bateu contra um poste.

Ao ser abordado pela Polícia Militar (PM-PR) após atropelar Lucas e bater contra um poste, o empresário se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi preso em flagrante.

Irmão da vítima assistiu a vídeo do atropelamento.

Homem vê vídeo de acidente em rede social e descobre que irmão é a vítima, no PR.

À RPC, o irmão da vítima, Rafael, informou que acordou cedo e levou a sogra para uma consulta. No local, viu as notícias e o vídeo compartilhados nas redes. Em seguida, recebeu uma ligação do padrasto pedindo ajuda.

De repente meu padrasto me ligou falando que era pra mim [sic] ir lá ajudar a minha mãe, que tinham matado o meu irmão em um acidente na [avenida] JK. Foi justamente o acidente que eu tinha acabado de ver", o irmão contou.

O irmão foi ao endereço em que tudo aconteceu e se desesperou ao ver a cena. Ele relatou à reportagem que Lucas realizava rondas de segurança e estava trabalhando quando foi morto.

Olha o que ele [motorista] fez com a minha vida, com a minha família. Meu irmão cuida do filho dele de sete anos", disse.

A defesa do acusado manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da vítima e apresenta suas sinceras condolências aos familiares e amigos, reconhecendo a gravidade da perda e a dor decorrente desse acontecimento.

Em respeito à apuração dos fatos e à seriedade que o caso exige, a defesa reserva suas manifestações aos autos do processo, perante o Poder Judiciário, onde apresentará os esclarecimentos e fundamentos pertinentes ao exercício de sua atuação.

Em números

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