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Corumbá - MS | Sábado, 31 de outubro de 2026 | 15:33

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Empreendedorismo

Após perder emprego, mineiro cria fábrica de tintas para quadros brancos e fatura R$ 2 milhões por ano

Após perder o emprego, Cássio Braga apostou na recarga de canetas para quadro branco, desenvolveu tinta própria, expandiu as vendas para marketplaces e agora pr

3 min de leitura
Após perder emprego, mineiro cria fábrica de tintas para quadros brancos e fatura R$ 2 milhões por ano

O que começou como uma tentativa de reduzir os custos de escolas com materiais para quadro branco se transformou em um negócio milionário.

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Depois de perder o emprego, o mineiro Cássio Braga decidiu investir na recarga de canetas para quadros brancos e criou uma empresa que hoje fabrica tintas, pincéis, apagadores e outros produtos voltados ao setor educacional.

Durante visitas frequentes a um colégio, um funcionário comentou sobre o aumento dos gastos provocado pela substituição dos quadros de giz pelos quadros brancos e sugeriu que ele tentasse recarregar os pincéis.

A ideia partiu dele. O custo da escola subiu muito com a troca dos quadros. Ele me perguntou se eu não conseguiria recarregar o pincel. Fiz os testes, busquei uma tinta compatível e daí começou tudo", relembra o empreendedor.

Mesmo após encontrar uma oportunidade de mercado, Cássio manteve o novo negócio em segundo plano enquanto seguia empregado. A situação mudou quando a empresa onde trabalhava encerrou as atividades.

No início, a estratégia era simples: visitar escolas, apresentar a economia gerada pela recarga dos pincéis e conquistar clientes de porta em porta.

Quando você chega com uma solução que reduz custos e ainda contribui com o meio ambiente, as portas se abrem naturalmente", afirma.

A empresa crescia de forma consistente até a chegada da pandemia. Com escolas fechadas e salas de aula vazias, o faturamento despencou. O período, porém, também serviu para reinventar o negócio.

Cássio passou a fabricar a própria tinta atóxica para recarga das canetas e investiu nas vendas pela internet. "A gente recomeçou praticamente do zero, dentro da minha casa.

Depois começamos a vender nos marketplaces, e isso deu um boom para a empresa voltar a faturar", diz.

Hoje, a fábrica ocupa uma área de aproximadamente 700 metros quadrados e produz cerca de 5 toneladas de tinta atóxica e 5 mil canetas por mês. Além dos pincéis recarregáveis, o portfólio inclui apagadores e materiais de limpeza para quadros brancos.

A empresa também fabrica as próprias caixas de papelão utilizadas nas entregas, reduzindo custos logísticos. Segundo Cássio, sustentabilidade e economia caminham juntas no negócio.

Em vez de comprar um produto novo, conseguimos reaproveitar os pincéis que seriam descartados. Reciclamos esse material e devolvemos para a instituição por um custo bem menor", explica.

A gestão financeira e o marketing ficam sob responsabilidade da esposa e sócia, Franciana Leão. Cerca de 75% a 80% das vendas acontecem por marketplaces e distribuidores, e a marca já comercializa produtos para todo o Brasil.

Neste ano, o casal também comemorou a conquista de novos mercados. "Acabei de receber o e-mail. Vamos começar a fornecer nossos produtos para a Argentina e para o Chile", anunciou Franciana ao lado do marido durante a gravação do programa.

Apesar do crescimento, os planos não param. A próxima meta é automatizar parte da produção e ampliar a presença da marca.

Meu sonho é crescer cada dia mais e levar a nossa marca para todo lugar. Ainda tem muita gente que não conhece esse tipo de negócio e não sabe que pode reduzir custos reciclando os pincéis", conclui Cássio.

Em números

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