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Eleição e inteligência artificial é o tema do Caminhos da Reportagem

Produção jornalística da TV Brasil, que vai ao ar às 23h30, discute o peso no voto dos conteúdos gerados por máquina e a urgência do letramento digital.

3 min de leitura
Brasil — imagem padrão

Inteligência artificial é a capacidade de sistemas e máquinas simularem habilidades humanas, como aprender, analisar informações, tomar decisões e gerar respostas.

Atualmente, vídeos, áudios e imagens gerados por IA tornam cada vez mais difícil distinguir o real do fabricado, enquanto campanhas políticas, órgãos de fiscalização e plataformas digitais travam uma corrida para acompanhar toda essa transformação digital.

Embora a IA não seja proibida nas eleições, quando ela for usada pelos candidatos em áudios, vídeos, textos e imagens é preciso que isso seja avisado de forma clara e destacada.

As plataformas de redes sociais que detectarem desinformação, as chamadas fake news, devem retirar esse conteúdo do ar imediatamente.

Um dos entrevistados pela equipe do Caminhos da Reportagem é Sérgio Lüdtke, jornalista e editor-chefe do Comprova, projeto da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Ele explica que a atenção, principalmente nas redes sociais, é muito precária. Como o conteúdo produzido por IA é normalmente fragmentado e as pessoas não têm acesso ao contexto, elas podem se enganar com facilidade.

Uma peça de desinformação pode mudar o resultado de uma eleição. Como mexe com a decisão das pessoas, isso pode causar grandes problemas para a nossa democracia", afirma.

Outra fonte ouvida pela atração foi o escritor e professor de direito eleitoral Digital Diogo Rais. Ele chama a atenção para a responsabilidade dos eleitores e afirma que é comum que apoiadores façam por conta própria conteúdos eleitorais.

Fica a dúvida: a Justiça Eleitoral pode e deve fiscalizar como ela fiscaliza os candidatos? A resposta é que a nossa legislação não faz distinção. A legislação acaba dizendo o seguinte: quem publica o conteúdo é responsável por ele", lembra.

Cabe à Polícia Federal investigar conteúdos criminosos e seus autores. Segundo o delegado da Divisão de Repressão a Crimes Eleitorais da PF, Henrique Oliveira Santos, o maior problema é com perfis nas redes sociais de pessoas que não são candidatas e que imaginam que a internet é um ambiente sem lei.

O que não é verdade, porque nós temos ferramentas de investigação para encontrar não só a materialidade, mas também descobrir autorias", reforça.

Projetos de checagem de informações e de educação são realizados em todo o país com objetivo de informar as pessoas para que elas não sejam manipuladas. Um exemplo é a Coar Notícias, um site criado no Piauí para combater a desinformação.

Desse projeto nasceram os manuais regionais de checagem de notícias.

O primeiro deles foi o do Nordeste, o "Arriégua", e depois surgiram os manuais das outras regiões. O Caminhos da Reportagem também apresenta outras iniciativas que apostam na educação digital de crianças, adolescentes e idosos.

O Sesc do Distrito Federal, por exemplo, oferece cursos de letramento digital para idosos.

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