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De arrombamentos à lavagem de dinheiro: operação mira grupo que atacava caixas eletrônicos em MT e outros

Ação policial cumpre 74 ordens judiciais em Mato Grosso, Santa Catarina e Maranhão. Investigação identificou seis furtos e esquema para retirar tinta de seguran

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De arrombamentos à lavagem de dinheiro: operação mira grupo que atacava caixas eletrônicos em MT e outros

Um grupo criminoso interestadual especializado em arrombar e furtar caixas eletrônicos em Mato Grosso e outros estados foi alvo da Operação Círculo Vicioso, realizada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (5).

A investigação aponta que os suspeitos atuavam em diferentes cidades, utilizavam equipamentos industriais para abrir os cofres dos terminais e mantinham uma estrutura organizada para limpar as cédulas roubadas e movimentar o dinheiro sem levantar suspeitas.

As diligências ocorrem em Cuiabá e Rondonópolis, em Mato Grosso, além de Joinville, em Santa Catarina, e São Luís, no Maranhão. A operação conta com a participação das polícias civis dos três estados e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O caso começou a ser investigado depois que um caixa eletrônico instalado dentro de um supermercado, no bairro Praia Grande, em Várzea Grande (MT), foi invadido na madrugada de 21 de janeiro de 2026.

A partir desse episódio, os investigadores identificaram outros ataques com características semelhantes. Ao todo, foram relacionados seis furtos cometidos entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026 em Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo a investigação, os criminosos seguiam um padrão de atuação: faziam aberturas em paredes, utilizavam lonas para esconder a luminosidade produzida durante os cortes e recorriam à lança térmica para alcançar o dinheiro guardado nos cofres.

As investigações apontaram que a organização criminosa era dividida em núcleos, com integrantes responsáveis por diferentes etapas do esquema. Enquanto alguns participavam diretamente dos arrombamentos, outros cuidavam da retirada da tinta de segurança das notas, do uso de equipamentos tecnológicos e da distribuição dos valores obtidos com os furtos.

Para recuperar o dinheiro, os suspeitos utilizavam produtos químicos e materiais específicos para remover a tinta impregnada nas cédulas.

Depois desse processo, os valores eram depositados em pequenas quantias e distribuídos entre diferentes contas bancárias. A prática, conhecida como smurfing, consiste em fracionar movimentações financeiras para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

Parte dos recursos também era encaminhada a terceiros, que recebiam depósitos em suas próprias contas. Imagens de câmeras de segurança de instituições financeiras e outros elementos reunidos durante a investigação ajudaram a identificar os envolvidos nas diferentes fases da atividade criminosa.

Suspeitos vinham de outros estados para cometer os furtos.

A apuração também revelou que o grupo não se limitava a Mato Grosso. Integrantes que moravam principalmente em Santa Catarina viajavam até o estado para participar dos ataques.

Os investigadores ainda encontraram indícios de ligações dos suspeitos com atividades criminosas anteriores no Rio de Janeiro e em Alagoas.

O valor poderá ser revisto conforme o avanço das análises financeiras e a identificação de novos prejuízos relacionados ao esquema.

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