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Apoiadores de Flávio Bolsonaro levam à Paulista míssil inflável que pede para Trump fazer um ataque nuclear

Ato de campanha do candidato do PL à Presidência reuniu 71,9 mil pessoas no seu ápice, segundo apontou a metodologia do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap

3 min de leitura
Apoiadores de Flávio Bolsonaro levam à Paulista míssil inflável que pede para Trump fazer um ataque nuclear

Apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência levaram à Avenida Paulista neste domingo (18) um míssil inflável gigante com a mensagem em inglês ao presidente dos EUA: "Trump nuke Brazil", ou "Trump, faça um ataque nuclear no Brasil" (veja o vídeo abaixo).

Flávio Bolsonaro reúne apoiadores na Avenida Paulista.

Apoiadores de Flávio Bolsonaro com míssil inflável pedindo para Trump bombardear Brasil.

O ato de campanha reuniu 71,9 mil pessoas no seu ápice, segundo apontou a metodologia do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da More in Common.

Com margem de erro de 12%, a estimativa indica que o público ficou entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas às 12h20, horário de pico. A contagem é feita a partir de fotos aéreas, analisadas por um software de inteligência artificial.

No palco, Flávio afirmou que "faltam sete dias para livrar o Brasil do PT", em referência ao segundo turno das eleições presidenciais. O candidato também disse que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai participar da cerimônia de posse caso ele seja eleito.

Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele", declarou.

Ele também disse que, caso seja eleito presidente, pretende indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam contrários ao aborto e às drogas.

Flávio disputa a Presidência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A votação está marcada para o próximo domingo (25).

Entre os aliados presentes no ato estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL), eleito deputado federal por São Paulo, e Daniella Marques, responsável pela coordenação do programa econômico de Flávio Bolsonaro.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e Pablo Marçal também participam do ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Durante a manifestação, o candidato à Presidência levantou uma bandeira com os dizeres "Fora Lula e Moraes", em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário no segundo turno, e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Atiradores de elite da Polícia Militar foram vistos no alto de um edifício na Avenida Paulista durante o ato.

No segundo turno, Lula passou a mencionar diretamente o adversário com mais frequência: o sobrenome "Bolsonaro" aparece em 26% de suas publicações, enquanto "Flávio" está presente em 20%.

Já o candidato do PL reduziu as referências a Lula, citado em 15% de seus posts nesta fase. As publicações de Flávio continuam concentradas em pedidos de voto e mensagens de vitória: as palavras "vote" e "vencer" aparecem em 54% e 50% das postagens, respectivamente.

Apesar de publicar menos, Flávio mantém números expressivos de engajamento. No segundo turno, a publicação típica do senador registrou 658 mil curtidas e comentários, contra 680 mil de Lula.

O presidente, porém, acumula mais interações no total, impulsionado pelo maior volume de publicações: são 8,4 milhões por dia, contra 2 milhões do adversário. Veja o levantamento completo.

Em números

  • O ato de campanha reuniu 71,9 mil pessoas no seu ápice, segundo apontou a metodolog
  • Com margem de erro de 12%, a estimativa indica que o público ficou entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas às 12h20, horário de pico
  • No segundo turno, a publicação típica do senador registrou 658 mil curtidas e comentários, contra 680 mil de Lula

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