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Paris investiga exclusão de funcionárias durante visita de grupo hindu à Torre Eiffel

Trabalhadoras mulheres foram orientadas a não comparecer durante visita de grupo religioso durante o final de semana. Monumento icônico da capital francesa reab

2 min de leitura
Paris investiga exclusão de funcionárias durante visita de grupo hindu à Torre Eiffel

Autoridades de Paris, na França, investigam a exclusão de funcionárias mulheres durante uma delegação religiosa hindu à Torre Eiffel, que gerou uma greve entre os trabalhadores do monumento e acusações de discriminação e críticas de políticos franceses.

O caso ocorreu durante o final de semana. As funcionárias foram solicitadas a se afastar do local durante uma visita privada de uma delegação de cerca de 100 pessoas do grupo religioso hindu Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS) no sábado (5).

O incidente gerou revolta entre os funcionários e uma reunião entre os trabalhadores motivou o fechamento da Torre Eiffel na noite de segunda para uma greve, segundo representantes sindicais.

Uma placa foi instalada na base da torre alegou que o local estava fechado por "motivos operacionais.

O sindicato CGT afirmou que as mulheres que trabalham na Torre Eiffel foram "afastadas, substituídas e invisibilizadas devido ao seu sexo.

A algumas mulheres foi solicitado que deixassem seus postos e se retirassem para salas reservadas. Em alguns postos, foram substituídas por homens. E todas as funcionárias foram instruídas a não passar por determinadas áreas enquanto a delegação estivesse presente", afirmou o CGT em comunicado.

A direção Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (Sete), que administra o monumento, pediu desculpas à equipe pelo incidente, e o monumento reabriu nesta terça-feira (8) para visitação.

A Sete reconheceu que a delegação hindu havia solicitado que a visita fosse organizada com a limitação das "interações com as mulheres" e admitiu que não deveria ter aceitado o pedido.

O caso também gerou críticas de políticos franceses. O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, afirmou que uma investigação seria iniciada “o mais rápido possível”, e disse que a insatisfação dos funcionários com o episódio era legítima.

A BAPS, cujos representantes estavam na França para as comemorações relacionadas à inauguração de um templo hindu nos subúrbios de Paris, afirmou em comunicado que a visita à Torre Eiffel foi agendada no início do horário de funcionamento para evitar transtornos aos demais visitantes, devido ao tamanho de sua delegação.

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Fontes consultadas

  • G1 Turismolink

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