A Uber testa, na Europa, um sistema que cobra uma taxa dos motoristas parceiros toda vez que uma corrida é oferecida no celular. O projeto piloto ocorre nas cidades de Basileia, na Suíça, e Malmö, na Suécia.
O objetivo da empresa é evitar que os condutores recusem chamadas em sequência, o que acaba aumentando o tempo de espera dos passageiros.
Como funciona a cobrança e os testes da Uber na Europa.
Para balancear esse gasto, a Uber diminuiu a comissão que cobra sobre as corridas concluídas: o desconto caiu de 25% para 23% nas categorias UberX e UberXL, e de 28% para 26% nas modalidades Comfort e Uber Black.
Essa conta beneficia quem aceita a maioria das chamadas. Como a comissão da Uber nas viagens finalizadas ficou menor, o motorista que faz bastante corrida consegue economizar no valor retido pela empresa, cobrindo o custo das taxas e terminando a semana com mais dinheiro no bolso.
Por outro lado, quem recusa muitas chamadas vai acumulando o custo de cada oferta recebida, sem conseguir fazer corridas suficientes para compensar o prejuízo.
O montante arrecadado com as taxas ao longo da semana é somado e dividido integralmente entre os motoristas, com base na quantidade de corridas que cada um finalizou no período.
Na prática, o sistema sueco funciona como um fundo de recompensa alimentado pelos próprios condutores. Cada corrida concluída dá ao motorista o direito de receber uma fatia desse bolo acumulado.
Com essa regra, o profissional que aceita quase todas as solicitações recebe de volta mais dinheiro do que gastou em taxas. Já o motorista que rejeita chamadas frequentemente perde dinheiro e financia os ganhos de quem trabalhou mais.
O objetivo da Uber com os dois experimentos é combater o atraso gerado quando os motoristas recusam corridas e o sistema precisa procurar veículos mais distantes.
Para não pagar a taxa sem necessidade, a empresa orienta que o motorista fique offline no aplicativo quando não quiser atender passageiros.
O detalhamento dos valores cobrados e devolvidos é enviado semanalmente nos relatórios financeiros da própria plataforma.
O Olhar Digital pediu posicionamento para a Uber.
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.
Fontes
Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.