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Tecnologia Revisado por ULTRA AI

Resumo do dia: eclipse histórico; Discord com lives suspensas

Eclipse solar total cruza a Espanha nesta quarta (12), no primeiro do tipo no país desde 1905 e na Europa continental em mais de 20 anos

5 min de leitura
Tecnologia — imagem padrão

Ontem, milhões de pessoas acompanharam um belíssimo eclipse solar total na Europa. O Olhar Digital transmitiu tudo ao vivo.

E saiba que somos privilegiados por sermos contemporâneos desses fenômenos.

Daqui a mais de 600 milhões de anos, a Terra vai perder esse espetáculo. Uma transformação que já está em curso, embora imperceptível para nós, acabará mudando para sempre a forma como Sol, Lua e Terra se alinham.

A existência do eclipse solar total depende de uma coincidência: vista da Terra, a Lua apresenta um tamanho aparente muito próximo ao do Sol. No entanto, o resultado desse alinhamento varia conforme a distância do nosso satélite natural em relação ao planeta.

No eclipse parcial, apenas uma fração da estrela é coberta. No anular, a Lua está mais distante e parece pequena demais para ocultar todo o disco solar, deixando exposto um anel luminoso.

Já no total, a Lua encobre o Sol por completo para quem está dentro da faixa atingida pela sua sombra mais escura, revelando a coroa solar. Há ainda o eclipse híbrido, um tipo raro em que o fenômeno varia entre anular e total dependendo da localização do observador.

O problema é que essa dinâmica está mudando porque a Lua está se afastando da Terra. Como a órbita lunar é elíptica, a separação atual já varia de aproximadamente 356 mil quilômetros no perigeu (ponto mais próximo) a mais de 406 mil quilômetros no apogeu (ponto mais distante).

Medições com lasers apontados para refletores instalados na superfície lunar pelas missões Apollo confirmam que o satélite se afasta, em média, 3,8 centímetros por ano.

Esse movimento é fruto da interação gravitacional e das forças de maré entre os dois corpos.

À medida que se distancia, a Lua passa a parecer menor no nosso céu. Ou seja: chegará um momento em que nem mesmo um alinhamento perfeito será capaz de cobrir todo o disco solar.

Caso queira mergulhar no assunto, confira a reportagem completa da Flávia Correia.

Anomalia magnética: existe uma “zona de perigo” invisível sobre o Brasil.

Uma espécie de “zona de perigo” invisível se estende sobre o território brasileiro. Trata-se da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, uma região onde o campo magnético terrestre é mais fraco.

Mas, afinal, o que isso significa para quem vive no Brasil e por que essa área desperta tanta atenção dos cientistas.

Embora o nome possa assustar um pouco, a anomalia não representa uma ameaça direta para a população. Seus efeitos mais relevantes aparecem acima da atmosfera, principalmente nas órbitas baixas da Terra, onde satélites e outros equipamentos ficam mais expostos a partículas carregadas que conseguem atravessar com maior facilidade essa região de proteção magnética reduzida.

A reportagem também é da Flávia Correia.

ANPD determina suspensão de lives do Discord e amplia pressão sobre a plataforma.

A Agência Nacional de Proteção de Dados determinou nesta quarta-feira que o Discord interrompa as transmissões ao vivo no Brasil. A decisão foi anunciada após autoridades brasileiras cobrarem explicações sobre a atuação da plataforma em um caso envolvendo uma adolescente de 13 anos que teria sido levada à automutilação e ao suicídio por outros jovens, com cenas transmitidas pelo Discord.

A suspensão permanecerá até que a plataforma demonstre ter implementado medidas efetivas de proteção. A empresa classificou a decisão como “prematura”, e informou que investigou o episódio e removeu o servidor privado envolvido pouco depois de sua criação.

O Discord ainda reiterou que segue cooperando com as autoridades brasileiras. Sobre o assunto, durante o Olhar Digital News, conversamos com Bernardo Fico, advogado especialista em direito digital.

Festival de cinema com IA chega ao Brasil em meio à resistência do setor.

A inteligência artificial (IA) já passou a fazer parte de diferentes etapas da produção audiovisual, mas a presença da tecnologia no cinema ainda provoca resistência entre profissionais do setor.

É nesse cenário que o AI Film Awards realiza sua primeira edição no Brasil, entre 24 e 26 de setembro, no Itaú Cultural, em São Paulo, com programação presencial e transmissão online pela plataforma e-Teatro WeDo.

O festival internacional, que tem origem em Cannes, reúne obras produzidas com inteligência artificial e, na edição brasileira, terá também painéis, workshops, masterclasses e discussões sobre os impactos da tecnologia no audiovisual.

Para as organizadoras, a proposta não é apenas apresentar filmes feitos com IA, mas criar um espaço para discutir as mudanças provocadas pela ferramenta.

A IA da Meta que roda no seu computador.

Como noticiamos aqui, a Meta lançou o Muse Glimmer nesta semana. O modelo de inteligência artificial (IA) com 30 bilhões de parâmetros foi projetado para executar tarefas autônomas no computador do usuário.

O anúncio veio acompanhado de um ensaio de 14 páginas assinado pelo CEO da empresa, Mark Zuckerberg. No texto, o executivo defende que os Estados Unidos reduzam travas regulatórias no setor.

Caso contrário, argumenta ele, o país corre o risco de perder a liderança da IA aberta para rivais chinesas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI.

A proposta de rodar IA localmente atrai empresas e usuários que buscam privacidade e controle sobre seus dados, sem depender de servidores em nuvem. A aplicação prática, contudo, esbarra no hardware.

Um modelo do tamanho do Muse Glimmer, por exemplo, exige placas de vídeo dedicadas de alto desempenho.

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

Em números

  • Daqui a mais de 600 milhões de anos, a Terra vai perder esse espetáculo
  • Como a órbita lunar é elíptica, a separação atual já varia de aproximadamente 356 mil quilômetros no perigeu (ponto mais próximo) a mai
  • O modelo de inteligência artificial (IA) com 30 bilhões de parâmetros foi projetado para executar tarefas

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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