Brasileira Ana Paula Coutinho Rehse, do Escritório Regional da Europa, explica o que cada pessoa pode fazer para proteger a própria saúde e a do próximo; ela também apontou desafios atuais e principais prioridades da OMS.
A especialista em controle de infecções e técnica da Organização Mundial da Saúde, Ana Paula Coutinho Rehse, falou à ONU News, de Copenhague, na Dinamarca, sobre medidas eficazes para prevenir e combater a propagação de doenças infecciosas.
Atuando nesta área, há mais de 20 anos, com o Escritório Regional da OMS na Europa, Rehse afirma que ações simples e eficazes podem ser adotadas no dia a dia para se proteger e proteger os demais.
À ONU News, ela falou sobre os desafios atuais e as principais prioridades da OMS nessa área, onde a brasileira contribui para iniciativas que protegem a saúde pública por meio do fortalecimento de estruturas de prevenção de infecções e capacitação a nível nacional e hospitalar e durante emergências de saúde pública.
O que cada pessoa pode fazer na prática para prevenir infecções e proteger a própria saúde e a saúde das pessoas ao redor? Segundo a especialista, o mais importante é saber que todo mundo pode ajudar, independentemente de onde esteja.
A especialista também tem um recado para os profissionais da área da saúde.
Segundo Ana Paula, há três grandes desafios hoje em dia em termos de controle de infecção hospitalar. O primeiro é não termos, em todos os países do mundo, programas que tenham fundos e pessoas “para trabalhar dedicadamente” para o controle de infecção hospitalar.
É assim, de acordo com ela, independentemente de quão rico ou pobre esse país seja. O segundo é que parece que “as infecções relacionadas à assistência à saúde são coisas normais e a gente acaba esquecendo da importância delas”.
O terceiro desafio, também muito importante, é que devemos fazer todos os esforços para manter cursos de capacitação profissional para controladores de infecção.
Porque, “você tendo a pessoa certa, com a capacitação adequada, já é um grande passo para a resolução do problema”.
A brasileira explicou que, em 2023, foi assinada uma estratégia global para controle de infecção, com o objetivo de que em 2030 todas as pessoas que estejam procurando assistência à saúde em qualquer lugar - clínica, hospital, casa de repouso – recebam um tratamento limpo, seguro e livre de infecções.
Ela lembra que, para fazer isso, a Organização Mundial da Saúde desenvolveu uma série de guias, ferramentas que podem ser utilizadas. Pessoas como ela, que trabalham em escritórios regionais e locais, estão ajudando os países a fazer a implantação dessas ferramentas, a mudar as políticas de saúde para garantir que até 2030, quando as pessoas procurarem assistência à saúde, elas tenham menos infecções.
Relatório mostra avanços importantes, como a queda de 42% nas novas infecções por HIV e a eliminação da transmissão vertical no Brasil; desafios incluem aumento das mortes por hepatite B, resistência a antibióticos e cortes de fundos.
Desenvolvimento ocorre em meio a surto crítico no país africano; OMS e parceiros globais testam novo imunizante para travar estirpe bundibugyo; unir inovação científica e apoio na linha da frente é meta urgente das autoridades.
Fontes
Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.