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'Começa a te envolver psicologicamente': vítima sofre prejuízo de R$ 600 mil após cair em golpe da falsa

Criminosos se passaram por funcionários do banco, usaram dados pessoais da vítima e a convenceram a realizar procedimentos no aplicativo; além do dinheiro da co

4 min de leitura
'Começa a te envolver psicologicamente': vítima sofre prejuízo de R$ 600 mil após cair em golpe da falsa

Cuidado com a falsa central: quem liga não é quem você pensa.

Vídeos feitos por golpistas revelam como funcionam as falsas centrais bancárias.

Uma mensagem aparentemente enviada pela gerente do banco. O nome, a foto e até o número de telefone eram os mesmos usados pela profissional de verdade. A abordagem parecia legítima, mas fazia parte de um golpe.

A vítima, um advogado do Paraná que preferiu não ser identificado, recebeu uma mensagem sobre uma suposta transação suspeita. Na conversa, os criminosos enviaram dados pessoais e bancários e disseram que era preciso confirmar se ele reconhecia o pagamento.

Em seguida, informaram que um especialista da área de segurança entraria em contato para ajudar a cancelar a operação.

Era o início do golpe da falsa central bancária.

Do outro lado da ligação, uma mulher se apresentou como funcionária da central de segurança do banco. A partir daí, segundo a vítima, os criminosos passaram a orientá-lo a acessar o aplicativo e realizar procedimentos que, supostamente, serviriam para proteger a conta.

Começa a te envolver psicologicamente, dizendo que ela precisa que eu acesse códigos no aplicativo para fazer o cancelamento dessas operações. Você já está totalmente consumido por esse abalo, essa falha de autoproteção", relata.

Na realidade, as ações permitiram que os golpistas movimentassem o dinheiro.

O homem não conseguiu o ressarcimento do prejuízo com o golpe que levou.

Especialistas, no entanto, reforçam que a responsabilidade pelo crime não deve ser atribuída à pessoa enganada.

Golpe explora medo e sensação de urgência.

Especialistas explicam que a fraude não depende apenas de tecnologia. Uma das principais armas dos criminosos é manipular o comportamento da vítima.

A pessoa é levada a acreditar que existe uma ameaça imediata à sua conta e que precisa agir rapidamente para impedir que o dinheiro seja roubado.

A estratégia combina diferentes gatilhos psicológicos, como autoridade e urgência. O criminoso pode se apresentar como gerente, funcionário da auditoria ou integrante da equipe de segurança do banco.

A ideia é fazer com que a vítima deixe de questionar a situação e passe a seguir as instruções recebidas.

Golpistas podem ter informações pessoais das vítimas.

A abordagem se torna ainda mais convincente porque os criminosos muitas vezes já têm informações sobre quem está do outro lado da ligação.

Nome, CPF, dados bancários e outras informações podem ser utilizados para criar uma falsa sensação de legitimidade.

Em alguns casos, os criminosos também gravam vídeos se passando por funcionários de bancos para orientar as vítimas.

Em uma das gravações obtidas pela reportagem, um falso gerente conduz a vítima durante uma operação no aplicativo.

A vítima segue as instruções acreditando que está fazendo um procedimento de segurança.

Investigações policiais mostram que o golpe pode envolver diferentes grupos especializados.

Enquanto uma quadrilha entra em contato com as vítimas, outras podem atuar na obtenção de dados, na criação de páginas falsas ou na movimentação dos valores roubados.

O dinheiro também costuma passar rapidamente por diferentes contas, o que dificulta sua recuperação.

Segundo a polícia, há ainda casos em que criminosos de diferentes estados trabalham juntos. Parte das pessoas identificadas nas investigações também estaria fora do Brasil.

A recuperação dos valores depende de diversos fatores, principalmente da rapidez com que a vítima percebe o golpe e comunica o banco.

Isso porque, depois de uma transferência, o dinheiro pode ser rapidamente enviado para outras contas, numa tentativa de dificultar o rastreamento.

Também entram em jogo as políticas e os procedimentos adotados por cada instituição financeira.

Como se proteger da falsa central bancária.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mantém iniciativas de prevenção e orientação sobre fraudes bancárias. A recomendação é desconfiar de contatos que peçam procedimentos incomuns ou solicitem transferências para supostamente proteger uma conta.

Bancos não pedem que clientes façam transferências ou pagamentos para uma conta indicada por um suposto funcionário como forma de “cancelar” uma operação ou proteger o dinheiro.

Também não é necessário fornecer senhas, tokens ou códigos de segurança durante uma ligação recebida de alguém que se apresenta como funcionário da instituição.

Se houver dúvida, a orientação é interromper o contato e procurar o banco pelos canais oficiais.

A principal recomendação é não seguir as instruções de quem liga dizendo que existe uma emergência na conta. A urgência criada pelo criminoso é justamente uma das principais ferramentas usadas para impedir que a vítima tenha tempo de desconfiar.

Em números

  • Começa a te envolver psicologicamente': vítima sofre prejuízo de R$ 600 mil após cair em golpe da falsa

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Tecnologia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Tecnologialink

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