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Tecnologia Revisado por ULTRA AI

Cientistas querem procurar vestígios de tecnologia alienígena na Lua

A superfície da Lua pode ter fragmentos microscópicos de uma antiga tecnologia alienígena — e cientistas pensam ser possível encontrá-los

4 min de leitura
Cientistas querem procurar vestígios de tecnologia alienígena na Lua

A superfície da Lua pode estar coberta por fragmentos microscópicos de uma antiga tecnologia alienígena — e cientistas acreditam que pode ser possível encontrá-los.

  • Até agora, a busca por evidências de civilizações alienígenas avançadas — conhecidas como tecnossinais — concentrou-se principalmente em sinais de rádio que poderiam ser emitidos por exoplanetas habitados ou por estruturas hipotéticas, como esferas de Dyson.
  • Segundo os autores, porém, esse tipo de busca teria uma limitação: sinais de rádio indicariam principalmente civilizações ainda ativas, e não aquelas que desapareceram muito antes de podermos detectá-las.
  • Os pesquisadores propõem que, quando uma civilização morre, vestígios de sua tecnologia podem continuar existindo e acabar chegando ao espaço. Isso poderia acontecer pela deterioração de megaconstruções e pequenas espaçonaves ou por impactos de asteroides suficientemente fortes em exoplanetas que tenham sido habitados.
  • Depois de chegarem ao espaço, pequenas partículas de metal ou de outros materiais artificiais poderiam ser expulsas de seus sistemas estelares por fortes ventos estelares e, eventualmente, viajar até o Sistema Solar.
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A hipótese foi apresentada em novo estudo que propõe uma maneira diferente de procurar sinais de civilizações extraterrestres.

O trabalho, porém, não afirma ter encontrado qualquer evidência de civilizações alienígenas avançadas. Trata-se de um estudo teórico que sugere uma nova estratégia para procurar possíveis vestígios de sua existência.

Ao contrário da Terra, a Lua não possui uma atmosfera funcional nem campo magnético. Por isso, sua superfície fica diretamente exposta ao vácuo do espaço e é constantemente atingida por meteoritos e por um fluxo contínuo de partículas microscópicas provenientes do Sistema Solar e de outras regiões do espaço.

Como a Lua não possui água nem movimentos de placas tectônicas, esse material microscópico pode se acumular na superfície e permanecer praticamente intocado.

Em um artigo disponibilizado em 23 de junho no servidor de preprints arXiv, os pesquisadores argumentam que parte dessa poeira tem origem em sistemas estelares além do Sistema Solar.

Dessa forma, ela poderia carregar evidências de civilizações alienígenas que desapareceram há muito tempo.

O estudo ainda não foi publicado em uma revista científica, mas foi submetido ao International Journal of Astrobiology.

Por meio de modelos computacionais, a equipe estimou que fragmentos tecnológicos de até três micrômetros — três milionésimos de metro, ou cerca de 3% da largura de um fio de cabelo humano — poderiam escapar de seus sistemas estelares e atravessar o espaço interestelar por até um bilhão de anos.

Os pesquisadores também calcularam quanto desse material poderia chegar ao Sistema Solar e quais seriam as chances de ele acabar na Lua.

A presença de poeira interestelar dentro do Sistema Solar não é apenas uma possibilidade teórica. Cientistas já encontraram partículas desse tipo em amostras coletadas do asteroide Bennu, que orbita entre a Terra e Marte e foi visitado pela missão OSIRIS-REx, da NASA.

Até hoje, nenhuma amostra lunar apresentou tecnossinais. Para os autores do estudo, no entanto, os pesquisadores que analisaram essas amostras provavelmente não estavam procurando especificamente por esse tipo de partícula.

Além disso, as quantidades de material coletadas podem ter sido pequenas demais para produzir resultados significativos.

A equipe estima que uma amostra de aproximadamente um metro cúbico de regolito lunar poderia ser suficiente para encontrar pelo menos um fragmento tecnológico.

Para procurar essas partículas, os pesquisadores propõem combinar técnicas de microscopia, análise de materiais industriais e sistemas de inteligência artificial (IA) capazes de auxiliar na identificação das imagens.

Mesmo que uma primeira amostra não produza nenhum resultado, isso não necessariamente descartaria a hipótese. Segundo os autores, o resultado poderia indicar apenas que os modelos utilizados estão incorretos e que seria necessário analisar uma quantidade maior de material.

Amostras podem vir de futuras missões.

Diversas missões espaciais previstas para os próximos anos devem coletar novas amostras da superfície lunar, incluindo a missão chinesa Chang’e-7, que foi recentemente adiada, e futuras missões do programa Artemis, da NASA.

Essas amostras poderiam conter tecnossinais, embora o volume de regolito coletado deva ser muito menor do que o necessário, segundo a proposta dos pesquisadores.

Por isso, talvez seja necessário esperar até que seres humanos estabeleçam uma base permanente na Lua para que seja possível coletar material suficiente para uma análise adequada.

Os pesquisadores também consideram que as amostras poderiam ser examinadas diretamente na superfície lunar.

O SETI Institute, que lidera a busca internacional por tecnossinais, considera a proposta promissora.

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

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Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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