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Tecnologia Revisado por ULTRA AI

Camada de ozônio: por que ela importa tanto para a vida na Terra

Entenda de forma simples o que é a camada de ozônio, como ela bloqueia a radiação ultravioleta do Sol e por que sua importância vai além da saúde da pele.

3 min de leitura
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Você não vê, não sente e não consegue tocar. Mesmo assim, a camada de ozônio trabalha o dia inteiro para manter a vida possível no planeta. Ela é uma região da atmosfera onde o gás ozônio aparece em concentração maior que no resto do ar.

Lista completa

  • Mais catarata e outros problemas oculares.
  • Danos a plantações e à produção de alimentos.
  • Prejuízo ao fitoplâncton, base da cadeia alimentar dos oceanos.

Um escudo invisível sobre a sua cabeça.

Essa faixa fica na estratosfera, entre cerca de 15 e 35 quilômetros de altitude. É bem acima das nuvens e dos aviões comerciais. Se todo esse ozônio fosse comprimido na superfície, formaria uma camada de apenas alguns milímetros de espessura.

O oxigênio que você respira é formado por dois átomos ligados: O₂. O ozônio tem três: O₃. Essa diferença aparentemente pequena muda o comportamento do gás.

Lá em cima, a radiação do Sol quebra moléculas de oxigênio. Os átomos soltos se juntam a outras moléculas e formam ozônio. Depois, o próprio ozônio absorve radiação e se quebra de novo.

É um ciclo contínuo, que se repete há bilhões de anos.

Nesse vaivém, algo importante acontece: a energia da radiação ultravioleta é consumida. Ela não chega ao chão.

A radiação ultravioleta do Sol vem em tipos diferentes. Os mais perigosos são chamados de UV-B e UV-C. O UV-C é praticamente todo bloqueado pela atmosfera. Boa parte do UV-B também é retida pelo ozônio.

Sem esse filtro, a radiação que chegaria à superfície danificaria o DNA das células. As consequências incluem.

Esse último ponto costuma passar despercebido. O fitoplâncton produz uma fatia relevante do oxigênio do planeta. Se ele sofre, o efeito se espalha por todo o ecossistema marinho.

Nos anos 1980, cientistas identificaram uma redução severa do ozônio sobre a Antártida. A imprensa chamou o fenômeno de “buraco”. Não é um furo de verdade: é uma área onde a concentração de ozônio cai muito em determinada época do ano.

A causa foi rastreada até substâncias fabricadas pela indústria, especialmente os CFCs (clorofluorcarbonos), usados em geladeiras, aerossóis e espumas. Ao subirem até a estratosfera, esses compostos liberam cloro, que destrói moléculas de ozônio em cadeia.

Uma vitória rara da diplomacia ambiental.

A resposta veio com o Protocolo de Montreal, acordo internacional assinado em 1987. Ele determinou a eliminação gradual das substâncias que destroem o ozônio. Praticamente todos os países aderiram.

Funcionou. Relatórios científicos indicam que a camada está em processo de recuperação e pode voltar aos níveis anteriores a 1980 ao longo deste século. É o exemplo mais citado de problema ambiental global enfrentado com sucesso.

Muita gente confunde os dois temas. São problemas diferentes.

A camada de ozônio bloqueia radiação ultravioleta. O efeito estufa envolve gases que retêm calor perto da superfície, como o dióxido de carbono. Um buraco na camada de ozônio não é a causa das mudanças climáticas.

Existe conexão indireta: alguns gases usados como substitutos dos CFCs, os HFCs, não atacam o ozônio, mas aquecem o planeta. Por isso, um novo acordo passou a limitá-los também, a Emenda de Kigali, adotada em 2016.

A importância da camada de ozônio se resume a uma ideia simples: ela é a diferença entre um planeta habitável e um planeta exposto. E a explicação mais animadora é que o problema foi identificado, entendido e enfrentado.

Isso mostra que decisões coletivas funcionam quando a ciência é levada a sério.

Head de Business Intelligence do Olhar Digital.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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