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Bispo evangélico é preso suspeito de estupro de vulnerável e importunação sexual contra adolescente, em

Ao g1, delegado Aluisio Nascimento disse que os crimes eram cometidos há pelo menos 10 anos. Caso aconteceu em Cidade Ocidental.

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Bispo evangélico é preso suspeito de estupro de vulnerável e importunação sexual contra adolescente, em

A Polícia Civil prendeu o bispo evangélico Cleber da Silva Cruz, de 43 anos, investigado por estupro de vulnerável e importunação sexual contra um adolescente e mais três jovens em Cidade Ocidental, no Entorno do DF.

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De acordo com o delegado Aluisio Nascimento, em entrevista ao g1, os abusos ocorriam de forma contínua há pelo menos dez anos.

Cleber foi preso na terça-feira (8). O g1 não localizou a defesa dele. Segundo a Polícia Penal, o suspeito continua preso. Ao g1, o delegado contou que Cleber ainda era bispo na época dos crimes.

A polícia começou as investigações no início do ano após receber as denúncias dos abusos.

Um dos jovens era adolescente. Os demais eram maiores. O primeiro jovem iniciou relacionamento com ele quando tinha 15 anos. Os demais tinham por volta de 18 a 20 anos quando iniciaram as investidas.

Em nota à TV Anhanguera, a defesa da Igreja Batista Missionária informou que Cleber foi definitivamente excluído do rol de integrantes e afastado de todas as funções eclesiásticas no dia 8 de fevereiro de 2026.

A instituição ainda ressaltou que procurou as autoridades policiais para comunicar os fatos (leia a nota completa abaixo).

Em entrevista à TV Anhanguera, mães que preferiram não se identificar afirmaram esperar que o suspeito pague pelo que fez e que a justiça seja feita. Uma das entrevistadas desejou que nenhuma mãe passe por isso e que nenhum jovem ou criança tenha sua inocência arrancada.

Uma delas destacou a quebra de confiança por se tratar de um ambiente que a família considerava seguro.

É difícil a gente criar filho com o cuidado que a gente cria, preservando de tudo que a gente acha que vai fazer mal. Aí, quando a gente acha que ele está num lugar seguro, acontece esse tipo de coisa com a pessoa que deveria proteger.

Espero que ele pague pelo que fez, que a justiça seja feita", desabafou.

Outra mulher contou que começou a notar mudanças repentinas de comportamento no filho, que passou a ter crises de choro e dificuldades nos estudos.

Notei muita diferença nele. Ele reprovou na faculdade, batia o carro todo dia. Perguntava para ele [o bispo], liguei várias vezes, e ele dizia: 'Não se preocupe, não, isso é normal.

Até o dia em que meu filho foi a uma reunião na igreja, não aguentou e começou a chorar e a gritar", relembrou.

Segundo a instituição, a própria igreja, por meio de sua assessoria jurídica, tomou a iniciativa de procurar as autoridades policiais para comunicar os fatos que chegaram ao seu conhecimento, solicitando a devida apuração legal.

A congregação declarou que "repudia veementemente qualquer conduta que viole a lei e a dignidade humana", reforçando que não possui mais qualquer vínculo com o investigado.

Por fim, a instituição ressaltou que respeita integralmente as decisões do Poder Judiciário e que, como o processo tramita sob segredo de Justiça, não possui acesso aos autos e não lhe cabe fazer juízo de valor a respeito de medidas cautelares adotadas pelas autoridades policiais e judiciais.

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