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Saúde Revisado por ULTRA AI

A experiência de um filho cuidador para garantir a dignidade da mãe até o fim

No livro 'Todo tempo é para viver', Clovis Salomon sugere um guia de planejamento para quem enfrenta a situação e diz que seu objetivo era que dona Olga fosse r

4 min de leitura
A experiência de um filho cuidador para garantir a dignidade da mãe até o fim

Como escolher um bom cuidador de idosos.

Normalmente, são as mulheres que assumem a tarefa de cuidadoras de familiares; por isso o livro Todo tempo é para viver, de Clovis Salomon, é tão bem-vindo. Engenheiro civil bem-sucedido, ele conta como foi a experiência de se tornar o principal cuidador da mãe, Olga.

O aspecto mais interessante da obra foi ter levado para o ambiente doméstico conceitos de planejamento e organização, que compartilha com os leitores na seção final, intitulada “guia de referência para pessoas sob cuidados especiais em residências”.

No entanto, o mais emocionante foi seu empenho para respeitar o ser humano que vivia uma fase de enorme fragilidade. Em suas palavras: “Meu maior compromisso foi garantir que ela continuasse sen¬do a Olga.

Que fosse respeitada em sua história, em seus gostos e em sua forma de ser. Que pudesse se sentir viva dentro das suas possibilidades.”.

O livro vai além do relato autobiográfico: transforma uma experiência familiar em um guia de acolhimento e empatia para os que vivem ou poderão viver algo semelhante.

Em primeiro lugar, o autor resgata a trajetória de Olga Felisberto Salomon. Professora, advogada e gestora pública, ela sempre foi uma mulher independente e acostumada a liderar, até que uma queda doméstica mudou drasticamente a situação.

Salomon avalia que a experiência revelou o nível de exigência que o trabalho demanda, mas faz uma ressalva: “Este não é um livro sobre a doença ou a despedida. É sobre a vida que insiste em pulsar, mesmo quando o corpo impõe limites.

É para quem se sente sobrecarregado e, por vezes, culpado pela complexidade do ato de cuidar. É para quem busca um farol em meio à tempestade de emoções que envolve o cuidado familiar”.

Em janeiro de 2022, Olga caiu em casa. Depois de uma cirurgia, sofreu uma paralisação do trânsito intestinal e permaneceu no CTI por quase um mês. “Quando minha mãe foi para o quarto, já não parecia a mesma pessoa.

Estava completamente ausente, não comia, recebia hidratação pelas veias. Ela conseguia nos reconhe¬cer, mas não interagia como antes”, lembra o filho. Após a alta, deu-se o início de uma nova rotina: Salomon fez as adaptações necessárias, cercou-se de especialistas, mas se desdobrou para estar presente.

Houve um momento em que ele teve que cuidar de si mesmo: submeteu-se a uma cirurgia para tratar um câncer e ficou 21 dias internado. Na sequência, iniciou as sessões de quimioterapia.

Durante esse período, sua irmã, Marina, assumiu as responsabilidades. “Ali, reaprendi a aceitar ajuda e a entender que o cuidado também acontece quando a gente solta um pouco a rédea”, reconhece.

Foram três meses afastado, e, na sua volta, o estado de Olga havia se deteriorado bastante. O “fazer tudo” – que era a norma desde 2022 – já não se aplicava. “Conversamos sobre a intubação e decidimos, juntos, que não faríamos.

Foi uma escolha dolorosa, mas necessária. Registramos no prontuário, alinhamos com o médico, e seguimos ao lado dela, sem intervenções que trariam mais dor do que vida”, conta Salomon.

Fórum quer dar voz aos cuidadores de pessoas idosas.

A Comissão de Assistência Social da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo), em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, realizará, entre agosto e novembro, o 1º Fórum Itinerante dos Cuidadores de Pessoas Idosas: Desafios, Ação e Transformação.

A iniciativa, inédita, percorrerá as cinco regiões da capital paulista para ouvir, acolher e construir propostas junto aos próprios cuidadores.

O primeiro encontro acontece no dia 19, das 9h às 16h30, no Espaço Cultural do Bunkyo, no bairro da Liberdade. Ao longo dos meses seguintes, o projeto seguirá para a Biblioteca Álvares de Azevedo, na Vila Maria, e para o Centro Dia para Idosos (CDI - Camp Pinheiros), em Pinheiros, respectivamente nos dias 9 e 23 de setembro.

Haverá ainda encontros nas zonas leste e sul em outubro, em locais a serem definidos. O ciclo será encerrado no dia 18 de novembro, quando serão apresentados os resultados coletados durante a jornada.

Todos os encontros têm entrada gratuita, mas é preciso fazer a inscrição. Para esse primeiro, é necessário entrar neste link.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Bem Estar, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Bem Estarlink

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