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Setor de serviços em Minas perde ritmo frente aos dados nacional

Setor recuou 0,9% no primeiro semestre, enquanto atividade nacional avançou 2%; transportes puxaram resultado negativo no estado

5 min de leitura
Setor de serviços em Minas perde ritmo frente aos dados nacional

Belo Horizonte – O setor de serviços de Minas Gerais perdeu força no primeiro semestre de 2026 e apresentou desempenho inferior ao registrado no país. Entre janeiro e junho, a atividade acumulou queda de 0,9% no estado, enquanto o Brasil registrou crescimento de 2%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG.

O resultado de junho reforçou a perda de ritmo. Na comparação com maio, o volume de serviços em Minas Gerais caiu 0,6%, depois de dois meses consecutivos de alta.

No cenário nacional, o indicador ficou estável no período. A diferença também aparece na comparação anual. Em relação a junho de 2025, o setor cresceu 0,7% em Minas, enquanto o avanço nacional chegou a 2%.

Para a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, o desempenho indica que a recuperação do setor ocorre de maneira desigual entre as atividades que compõem a economia mineira.“Minas Gerais apresenta uma recuperação mais lenta dos serviços.

O recuo observado em junho, depois de dois meses de avanço, mostra que o setor ainda enfrenta dificuldades para sustentar uma trajetória contínua de crescimento”, avalia.

Resultado em 12 meses também é negativoO desempenho acumulado em 12 meses amplia a distância entre Minas Gerais e o restante do país. De julho de 2025 a junho de 2026, o setor de serviços brasileiro registrou crescimento de 2,6%.

Em Minas Gerais, houve retração de 0,7%, uma diferença de 3,3 pontos percentuais. Os números mostram que a dificuldade do estado não está restrita ao resultado de junho.

A atividade mineira vem apresentando uma recuperação mais lenta ao longo do período analisado. Transportes puxam queda em MinasA composição da economia de serviços ajuda a explicar parte do resultado negativo.

O segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que representa 39,67% do peso das atividades de serviços no estado, apresentou retração de 4,6% na comparação com junho de 2025.

No acumulado de janeiro a junho, a queda do segmento foi de 3,4%. Em 12 meses, a retração chegou a 3%. Outro setor que apresentou resultados negativos foi o de serviços prestados às famílias.

A atividade recuou 1,1% na comparação anual, 1% no acumulado do ano e 1,2% em 12 meses. O segmento representa 6,73% da estrutura estadual de serviços. Segundo Fernanda Gonçalves, o resultado mineiro está relacionado não apenas ao ritmo geral da economia, mas também à composição da atividade no estado.“Atividades com peso significativo na economia de serviços do Estado estão apresentando resultados negativos e acabam limitando o desempenho agregado.

A forte retração dos transportes e a fraqueza dos serviços prestados às famílias limitaram o crescimento do setor”, explica. Setor recuou 0,9% no primeiro semestre, enquanto atividade nacional avançou 2%Informação e comunicação se destacamApesar do cenário negativo, alguns segmentos apresentaram crescimento e ajudaram a sustentar a atividade em Minas Gerais.

O setor de informação e comunicação foi um dos principais destaques. Na comparação com junho de 2025, a atividade cresceu 6,7%. No acumulado de 2026, a alta foi de 3,3%, enquanto em 12 meses chegou a 2,9%.

O segmento de outros serviços também apresentou avanço. A atividade cresceu 1,8% na comparação anual, 7% no acumulado do ano e 7,8% em 12 meses. Ainda assim, os resultados positivos desses setores não foram suficientes para compensar as perdas registradas por atividades de maior peso na economia mineira.

Minas fica atrás do desempenho nacionalA diferença entre Minas Gerais e o Brasil também aparece na análise dos principais segmentos. No país, o setor de informação e comunicação cresceu 9,4% na comparação anual.

Os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 2,8%, enquanto os serviços prestados às famílias tiveram alta de 1,7%. Em Minas, embora o setor de informação e comunicação também tenha apresentado crescimento, o desempenho negativo dos transportes e dos serviços destinados às famílias reduziu a capacidade de recuperação do setor.

A combinação entre a retração de segmentos relevantes e o crescimento concentrado em algumas atividades mantém o setor mineiro abaixo do ritmo observado no país.

Resultado em 12 meses também é negativo.

De julho de 2025 a junho de 2026, o setor de serviços brasileiro registrou crescimento de 2,6%. Em Minas Gerais, houve retração de 0,7%, uma diferença de 3,3 pontos percentuais.

Os números mostram que a dificuldade do estado não está restrita ao resultado de junho. A atividade mineira vem apresentando uma recuperação mais lenta ao longo do período analisado.

Outro setor que apresentou resultados negativos foi o de serviços prestados às famílias. A atividade recuou 1,1% na comparação anual, 1% no acumulado do ano e 1,2% em 12 meses.

Informação e comunicação se destacam.

Minas fica atrás do desempenho nacional.

No país, o setor de informação e comunicação cresceu 9,4% na comparação anual. Os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 2,8%, enquanto os serviços prestados às famílias tiveram alta de 1,7%.

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Para a economista da Fecomércio MG, uma retomada mais consistente dependerá do comportamento de atividades ligadas à mobilidade, logística, turismo e aos serviços destinados às famílias.

Os dados analisados pela Fecomércio MG apontam, portanto, para um cenário de recuperação mais lenta e menos disseminada dos serviços em Minas Gerais em comparação com o desempenho nacional.

Em números

  • Setor recuou 0,9% no primeiro semestre, enquanto atividade nacional avançou 2%Informação e comunicação se destacamApesar do cená
  • Minas Gerais Tarifa dos EUA ameaça setor que gera mais de 60 mil empregos em MG

Fontes

Informação baseada em material público de Metrópoles, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Metrópoleslink

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