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'Sessão de linchamento por quase 9 minutos': imagens mostram agressões que mataram Cláudio Rafael

Imagens de câmeras de segurança e a investigação da polícia ajudam a reconstruir os últimos momentos de Claudio Rafael Landeiro, morto após uma sequência de agr

4 min de leitura
'Sessão de linchamento por quase 9 minutos': imagens mostram agressões que mataram Cláudio Rafael

Novas imagens da barbárie que chocou o país.

Claudio Rafael Landeiro, 37 anos, foi espancado até a morte após ser acusado injustamente de roubar uma bicicleta em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Imagens de câmeras de segurança mostram sequência da abordagem, perseguição e agressões que terminaram em sua morte.

De acordo com a investigação, Rafael saiu de casa, em Botafogo, bairro da zona sul carioca, às 22h26 de 11 de agosto. Ele estava na bicicleta da irmã. Vinte e oito minutos depois, chegou a uma loja de conveniência em Copacabana.

No estabelecimento, pediu um cigarro avulso. Um funcionário contou que disse que não poderia dar o cigarro de graça. Rafael então deixou a loja.

Às 23h21, um segurança, Davi Santos Machado, aparece conversando com Rafael na entrada do estabelecimento. Segundo a investigação, ele perguntou de quem era a bicicleta.

Em seguida, segundo as investigações, Davi chamou outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias. As imagens mostram Rafael conversando com os dois e, em determinado momento, apertando a mão de Davi e dando dois tapinhas nas costas dele.

Câmeras de segurança das ruas de Copacabana mostram que pelo menos sete pessoas se mobilizaram na perseguição a Rafael. Segundo a reportagem, informações equivocadas foram sendo repassadas entre as pessoas.

Jorge aparece segurando a bicicleta enquanto atravessa a Rua Barata Ribeiro, que fica em Copacabana, com Davi e Rafael. Ele monta no veículo e começa a pedalar para longe.

Rafael tenta impedir que Jorge leve a bicicleta. Davi volta para a esquina e, em seguida, aparece com um porrete. Ele ataca Rafael e o persegue.

Jorge consegue levar a bicicleta até a região da praia de Copacabana. Rafael, enquanto isso, segue a pé.

Perto da meia-noite, entregadores que costumavam ficar em uma esquina aguardando pedidos são avisados de que havia um suposto ladrão de bicicleta na região.

Os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva chegam ao local onde Rafael havia sido visto. Segundo a investigação, Davi informa aos dois que o suposto ladrão havia acabado de passar.

Rafael dobra em uma rua. Os entregadores passam a persegui-lo.

Sem reagir, ele se senta na escadaria de um prédio. Os dois entregadores chegam e o abordam. Eles tiram os celulares e passam a chamá-lo de ladrão. Na sequência, começam as agressões.

Um homem que não foi identificado aparece e dá um chute em Rafael. Davi volta ao local com o porrete. As imagens mostram golpes, socos e chutes contra a vítima.

Segundo a investigação, foram 63 pauladas durante os cerca de nove minutos de linchamento. Ele também foi atingido diversas vezes na cabeça. Depois que os agressores deixam o local, Rafael permanece no chão.

Ele teria aguardado cerca de 30 minutos até a chegada do socorro.

Quatro pessoas foram presas por participação no crime: os seguranças David Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, além dos entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva.

Segundo a reportagem, os seguranças e Felipe confessaram o crime. Ailton ficou em silêncio durante o depoimento.

As imagens também mostram Jorge nas proximidades do local das agressões. Segundo seu depoimento, ele teria dito a Davi: “Você vai ficar rindo, tem noção do que você fez?”.

Ainda de acordo com o relato apresentado na reportagem, Davi não respondeu e continuou rindo.

A polícia também pretende identificar outras pessoas que presenciaram as agressões.

A família de Rafael levou alguns dias para descobrir o que havia acontecido. A irmã, Fabiana Landeiro Hansen, contou que a certidão de óbito demorou a ser emitida e, por isso, o registro da ocorrência só foi feito na segunda-feira seguinte.

Ela também afirmou que não pretende deixar o caso cair no esquecimento. “Não vou parar, não vou desistir. Vou lutar até o fim pelo meu irmão e eu não vou deixar cair no esquecimento de jeito nenhum.”.

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Fontes

Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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