Ir para o conteúdo
Regionais Revisado por ULTRA AI

Recuperação de desastres: como empresas se preparam para crises

Planos de continuidade definem, previamente, os passos para retomar sistemas essenciais após incidentes graves — mas nem todas as empresas testam essas rotinas

4 min de leitura
Recuperação de desastres: como empresas se preparam para crises

Falhas de hardware, erros humanos, desastres naturais e ataques cibernéticos têm ao menos uma característica em comum: podem interromper, de forma repentina, a operação de uma empresa.

A forma como cada organização se prepara para esses cenários — e não apenas para evitá-los — é o que define o conceito de recuperação de desastres, ou disaster recovery, na terminologia usada pelo setor de tecnologia.

Segundo dados citados por consultorias de infraestrutura, o custo médio do tempo de inatividade de sistemas corporativos pode representar milhares de dólares por hora, variando conforme o porte da empresa e a criticidade dos sistemas afetados.

Para negócios cuja operação depende diretamente de sistemas digitais, cada hora de indisponibilidade tende a se traduzir em impacto direto sobre receita, produtividade e relacionamento com clientes.

A diferença entre backup e plano de recuperação.

Enquanto o backup se refere à cópia dos dados, o plano de recuperação envolve todo o processo necessário para restabelecer a operação: quais sistemas devem ser priorizados, quem é responsável por cada etapa, qual o tempo máximo tolerável de indisponibilidade para cada processo crítico e como a comunicação com clientes e equipes deve ocorrer durante a crise.

Pesquisas do setor indicam que, mesmo entre empresas que afirmam ter um plano de recuperação de desastres formalizado, parcela relevante nunca testou esse plano na prática — o que reduz significativamente sua eficácia real no momento em que é efetivamente necessário.

RPO e RTO: os indicadores que orientam o planejamento.

Especialistas em continuidade de negócio costumam trabalhar com dois indicadores centrais no desenho de um plano de recuperação. O primeiro, conhecido como RPO (Recovery Point Objective), define até que ponto no tempo os dados podem ser recuperados — ou seja, quanto de informação a empresa está disposta a perder em caso de incidente.

O segundo, RTO (Recovery Time Objective), define o tempo máximo aceitável para que os sistemas voltem a funcionar após uma interrupção.

Por que os testes periódicos fazem diferença.

Um plano de recuperação de desastres que nunca foi testado carrega um risco relevante: a possibilidade de que, no momento da crise, procedimentos previstos no papel não funcionem como esperado na prática, seja por mudanças na infraestrutura que não foram refletidas no plano, seja por falhas de comunicação entre as equipes envolvidas.

Organizações mais maduras em gestão de continuidade costumam realizar simulações periódicas, envolvendo cenários realistas de falha, como forma de identificar lacunas no plano antes que um incidente real exponha essas fragilidades.

Ambientes replicados como estratégia de resiliência.

Entre as práticas mais adotadas por empresas com maior maturidade em continuidade de negócio está a manutenção de ambientes replicados — cópias funcionais da infraestrutura principal, hospedadas em local separado, capazes de assumir a operação em caso de falha grave no ambiente primário.

Essa abordagem reduz o tempo de indisponibilidade em comparação com modelos que dependem exclusivamente da reconstrução da infraestrutura a partir de backups após o incidente.

O papel de parceiros em continuidade de negócio.

Estruturar um plano de recuperação de desastres robusto exige conhecimento técnico específico, além de tempo dedicado a testes periódicos — recursos nem sempre disponíveis nas equipes internas de empresas de pequeno e médio porte.

Nesse contexto, a Gate7 IT Solutions atua apoiando organizações na estruturação de planos de continuidade e ambientes de recuperação, contribuindo para reduzir o tempo entre a ocorrência de um incidente crítico e o restabelecimento da operação.

A tendência observada por especialistas do setor é que a recuperação de desastres deixe de ser tratada como um documento arquivado e passe a integrar rotinas periódicas de teste, no mesmo padrão aplicado a outras áreas críticas da gestão empresarial, como auditoria financeira.

Para gestores de tecnologia, o principal aprendizado é que um plano de recuperação só cumpre sua função quando é testado com regularidade — antes que a empresa precise dele em uma situação real.

Atendimento: Curitiba (PR) e São Paulo (SP).

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Paraná, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Paranálink

Leia também

Mais em Regionais
Manobras de moto na BR-381 quase terminam em tragédia em MG
Regionais

Manobras de moto na BR-381 quase terminam em tragédia em MG

O caso aconteceu na manhã desse domingo (23/8) e circulou em grupo de mensagens de motoristas de caminhão. Segundo Fellipe Bueno de Oliveira, motorista que registrou a cena, os motociclistas trafegavam a mais de 100 km/h

Em Regionais