Família de colombianas mortas aguarda liberação dos corpos.
Quatro pessoas morreram na queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, mirante do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, na manhã de sábado (8). As vítimas são 3 turistas colombianas da mesma família e o piloto da aeronave.
O helicóptero, um Robinson R44 de prefixo PP-MFS, operado pela empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP), fazia um passeio turístico pela cidade quando caiu em uma área de mata fechada da Floresta da Tijuca.
Após o impacto, houve um incêndio no local.
As circunstâncias do acidente ainda são investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil.
Veja o que se sabe até agora sobre o caso.
Um helicóptero de turismo caiu na manhã de sábado (8) próximo à Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista.
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11. Os destroços foram localizados em uma área de mata íngreme e de difícil acesso pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.
A aeronave caiu em uma encosta da Floresta da Tijuca, nas proximidades da Vista Chinesa, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade.
Segundo os bombeiros, o local tem acesso difícil, com áreas de precipício e necessidade de uso de técnicas de corda e equipamentos de segurança.
Alessandro Rocha, piloto;Rocío Cubillos, de 59 anos;Wendy Manrique, de 37 anos;Sofía Murillo, de 17 anos.
As passageiras eram turistas colombianas da mesma família. Rocío era mãe de Wendy e avó de Sofía. A adolescente era influencer de beleza e tinha mais de 250 mil seguidores em redes sociais.
Conhecido como Rocha, o piloto era experiente, atuava também como instrutor de voo havia mais de 20 anos. Ele deixa viúva e três filhos, Sven, Maria e Benício.
As colombianas estavam no Brasil pela 1ª vez.
Elas chegaram ao Rio na segunda-feira (3) e tinham retorno previsto para terça-feira (11). Durante a viagem, visitaram pontos turísticos como Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Copacabana e Lapa.
Também passaram por Búzios, na Região dos Lagos.
A viagem servia para celebrar os 15 anos de Laura Manrique, parente das vítimas.
Outros 3 integrantes da família embarcariam na mesma aeronave, na sequência.
Victor Manrique, filho de Rocío; Daniela Castañeda, mulher dele; e a adolescente Laura, filha do casal, aguardavam no Aeroporto de Jacarepaguá a volta do 1º grupo.
Os colombianos foram divididos em 2 viagens porque a aeronave só comportava 3 passageiros, mais o piloto.
Como os familiares souberam do acidente.
Segundo relatos da família, os parentes aguardavam o retorno do helicóptero no hangar quando perceberam a demora.
Victor Manrique afirmou que funcionários mencionaram inicialmente a possibilidade de um “pouso forçado”, mas que não houve uma comunicação clara sobre o que havia acontecido.
Ele diz que a família acabou descobrindo a dimensão do acidente pela internet e por sites de notícias.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave pegou fogo após atingir a encosta.
Militares especializados em combate a incêndios florestais foram acionados para controlar as chamas que atingiram a vegetação.
A operação mobilizou cerca de 40 bombeiros, 11 viaturas e quatro unidades operacionais.
Os ocupantes foram encontrados sem vida e carbonizados.
O helicóptero era um Robinson R44, prefixo PP-MFS.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave tinha certificado de aeronavegabilidade válido e autorização para realizar voos panorâmicos.
A VRP afirmou que o helicóptero estava com a manutenção em dia e que possuía as autorizações necessárias para operar.
Por meio de seus representantes, a empresa também declarou que o piloto Alessandro Rocha era experiente e estava com as licenças válidas.
A companhia informou ainda que está prestando assistência aos familiares das vítimas e afirmou não saber, neste momento, o que causou o acidente.
A empresa também disse que a câmera que registrava imagens da cabine permaneceu intacta e foi entregue ao Cenipa.
Até a última atualização desta reportagem, não havia registros diretos do acidente, mas um ciclista que estava na Vista Chinesa na hora captou, por acaso, o barulho do helicóptero.
O vídeo foi publicado primeiro pelo perfil da rádio TMC Rio de Janeiro.
O atleta tinha chegado ao platô do ponto turístico e pegou o celular para, numa gravação, mostrar para a companheira como é o lugar.
O som dos rotores aumentando chama a atenção dos ciclistas, que correm para a sacada do mirante para tentar ver o que era. Um deles percebe o helicóptero caindo.
Vídeo mostra momentos antes da queda de helicóptero na Vista Chinesa e susto de ciclistas.
O Cenipa conduz a investigação sobre as causas e circunstâncias do acidente.
A Polícia Civil também abriu inquérito e informou que pretende ouvir representantes da empresa proprietária da aeronave.
Até a última atualização desta reportagem, não havia conclusão sobre o que provocou a queda.
O corpo do piloto Alessandro Rocha foi identificado e liberado para o sepultamento, em São Gonçalo.
Até a última atualização desta reportagem, os corpos das turistas colombianas permaneciam no Instituto Médico-Legal (IML) aguardando a conclusão dos procedimentos periciais e a documentação necessária para a identificação formal.
As principais dúvidas ainda sem resposta são.
O que provocou a queda do helicóptero;Se houve falha mecânica, operacional ou outro fator envolvido;O que mostram as imagens da câmera recuperada da aeronave;Como foi a comunicação entre a empresa e os familiares após a emergência;Se haverá mudanças ou novas regras para os voos panorâmicos na cidade.
As respostas dependem da conclusão das investigações conduzidas pelo Cenipa e pela Polícia Civil.
Em números
- A adolescente era influencer de beleza e tinha mais de 250 mil seguidores em redes sociais
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.