A participação de outra pessoa no assassinato da família encontrada morta dentro de um apartamento em Curitiba está "praticamente excluída", segundo o delegado Ivo Viana.
Polícia investiga morte de três pessoas da mesma família em Curitiba.
Ele informou que a polícia não descarta essa possibilidade, mas que as provas coletadas não correspondem a esta versão. Entre elas, as imagens de câmeras de segurança do prédio onde o crime aconteceu.
A possibilidade de uma quarta pessoa [envolvida no crime] se torna ainda mais remota, praticamente excluída, limitando o acontecimento às pessoas que estavam dentro do apartamento, que são as três pessoas que foram encontradas mortas", detalha Viana.
Na tarde de terça-feira (25), a médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, o filho dela, o estudante de engenharia Rafael Furuyama, e o marido dela, o engenheiro Marcos Alberto Furuyama, foram encontrados mortos dentro do apartamento no bairro Água Verde.
Conhecidos da mulher notaram que ela faltou ao trabalho e foram ao condomínio. Além disso, moradores do prédio estranharam o sumiço dos vizinhos, que moravam em um apartamento do 9º andar.
Eles também se preocuparam com o latido incessante do cachorro da família.
Após tentativas de comunicação sem resposta, o síndico contratou um chaveiro para acessar o imóvel. Dentro do apartamento, encontrou os corpos dos três.
Segundo a polícia, o apartamento estava trancado e não havia sinais aparentes de arrombamento.
Os três foram encontrados com ferimentos de facadas. Próximo ao corpo do pai, a Polícia Militar encontrou uma faca.
Os três tinham ferimentos no corpo compatíveis com arma branca, que foram recolhidas, inclusive duas armas brancas: uma faca e um canivete, que tinham alguns vestígios de sangue.
Agora, a gente vai submeter à análise de perícia para ver de quem é o sangue que está nessas armas", disse o delegado.
A Polícia Militar registrou o caso inicialmente como possível duplo homicídio seguido de suicídio. A Polícia Civil investigará para determinar a dinâmica do crime.
Último contato de família foi dois dias antes de os corpos serem achados.
Conforme o delegado Ivo Viana, o último contato da família identificado pela polícia até o momento ocorreu no fim da tarde de domingo (23), por meio de uma troca de mensagens do número de Claudia com uma amiga.
A amiga mencionou para nós que teria ido lá levar uma encomenda, mas não teria subido no imóvel. [A encomenda] foi entregue na portaria", detalhou.
O delegado informou que solicitou imagens de câmeras de segurança para mapear a movimentação da família nos dias anteriores à descoberta dos corpos.
A última aparição de um dos integrantes da família nas imagens foi após a troca de mensagens, quando o filho Rafael foi até a portaria para buscar a encomenda. As imagens não foram disponibilizadas pela polícia.
Polícia investiga contexto de penhora de imóvel.
A Polícia Civil investiga o contexto da penhora de um imóvel em que vivia a família. O objetivo, segundo o delegado Ivo Viana, é esclarecer se eventuais dificuldades financeiras podem ter motivado o crime.
Segundo o delegado, o imóvel em que a família morava foi objeto de penhora, foi levado a leilão e arrematado no início de agosto. Depois disso, um oficial de Justiça intimou Marcos para que houvesse a desocupação do imóvel dentro de um prazo estabelecido.
Até o momento, as investigações apontam que Claudia e o filho não tinham conhecimento da situação.
Pelo que a gente já levantou, a gente acredita que ela não sabia da alienação desse imóvel. Ela tinha conhecimento do processo, que é antigo, data de 2014, e envolve uma empresa que era do Marcos, mas que agora resultou na alienação desse veículo imóvel", afirma Viana.
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