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Policiais de SP são suspeitos de usar delegacias e sistemas da Polícia Civil em esquema de propina

Investigação aponta que estrutura da corporação era usada para monitorar cargas ilegais de eletrônicos, armazenar mercadorias e forjar apreensões parciais. Três

3 min de leitura
Policiais de SP são suspeitos de usar delegacias e sistemas da Polícia Civil em esquema de propina

A investigação que levou a uma operação contra policiais civis de São Paulo nesta sexta-feira (28) aponta que integrantes do grupo são suspeitos de usar a própria estrutura da Polícia Civil para monitorar cargas ilegais de eletrônicos e obter vantagens ilícitas.

Lista completa

  • Bruno Moreno dos Santos — policial civil. É investigado por suspeita de participar da apreensão de uma carga de celulares em 17 de junho de 2024, na qual apenas parte da mercadoria teria sido formalmente apreendida.
  • José Adriano Pereira da Silva Nishi — policial civil. Segundo a investigação, participou das negociações para a liberação irregular de uma carga apreendida.
  • Sidiclei Almeida — advogado. É apontado como intermediário nas negociações entre policiais e empresários e teria atuado na cobrança e operacionalização dos pagamentos.
  • Jonathan Vieira — empresário e apontado como um dos intermediários do esquema no Paraná.

Corregedoria e MP fazem operação contra policiais civis de SP.

De acordo com a apuração, há suspeita de que recursos da corporação tenham sido utilizados para monitorar cargas que seriam interceptadas. Dependências policiais também teriam servido para armazenar mercadorias e registrar apreensões de apenas parte dos produtos, dando aparência de legalidade às operações.

Na manhã desta sexta-feira (28), três unidades da própria Polícia Civil na Grande São Paulo foram alvo de mandados de busca e apreensão: a Delegacia de Santana de Parnaíba, a Delegacia de Embu das Artes e o 2º Distrito Policial de Cotia.

Segundo a investigação, os policiais interceptavam cargas de celulares e outros eletrônicos de origem irregular, mas, em vez de apreender integralmente as mercadorias, exigiam dinheiro dos responsáveis para liberar total ou parcialmente os produtos.

As suspeitas são investigadas na Operação Merx, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Corregedoria da Polícia Civil e do Departamento de Operações Estratégicas da Polícia Civil (Dope).

Entre os alvos identificados pela investigação estão.

Até a última atualização da operação, quatro dos sete alvos haviam sido presos. Um dos procurados estava no Paraguai e outros dois ainda não tinham sido localizados.

Um outro policial civil, de 1ª classe, não teve a prisão decretada, mas foi afastado da função pública. A Justiça também determinou o recolhimento de suas credenciais de acesso aos sistemas policiais e o proibiu de manter contato com investigados e testemunhas.

Os crimes apurados são corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O g1 tenta localizar as defesas dos investigados. O espaço segue aberto para manifestação.

Fontes consultadas

  • G1 São Paulolink

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