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Polícia investiga fábrica na Baixada Fluminense por venda de alisante sem registro exigido pela Anvisa

Segundo a Polícia Civil, produto era comercializado como creme de tratamento, mas teria características de alisante capilar; investigação começou após consumido

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Polícia investiga fábrica na Baixada Fluminense por venda de alisante sem registro exigido pela Anvisa

A Polícia Civil do RJ investiga a comercialização irregular de um creme para cabelo produzido em uma fábrica de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a 11ª DP (Rocinha) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto era vendido como creme de tratamento, mas apresentava características de alisante capilar sem o registro exigido para essa categoria.

Nesta quarta-feira (2), agentes cumpriram 6 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresa. A operação teve como alvo a fábrica, localizada no Parque Senhor do Bonfim, em Duque de Caxias, além de 2 depósitos em São João de Meriti e a residência do responsável, na Barra da Tijuca.

Policiais encontraram a linha de produção em funcionamento.

De acordo com a polícia, a investigação começou após uma consumidora procurar a delegacia e relatar que sofreu ferimentos no couro cabeludo depois de usar o produto.

A partir da denúncia, os agentes apuraram que o creme era comercializado de forma incompatível com o cadastro apresentado à Anvisa.

Os produtos têm na embalagem o nome de uma marca chinesa famosa na internet. Segundo a polícia, essa firma não tem autorização da Anvisa para ser vendida no Brasil.

Segundo o delegado Mário Andrade, o produto havia sido registrado como uma categoria que exige controle menos rigoroso, embora apresentasse características de alisante capilar.

A polícia afirma que, depois do cancelamento desse registro na Anvisa, outro composto com as mesmas características foi lançado no mercado.

A Polícia Civil e a Anvisa sustentam que a divergência entre a classificação informada ao órgão regulador e as características do produto impede que o consumidor saiba exatamente o que está usando, o que pode representar risco à saúde.

Segundo o delegado, Bruno afirmou que o valor seria proveniente de pagamentos de clientes, mas não conseguiu detalhar a origem dos recursos. O dinheiro foi apreendido.

Bruno se apresenta como responsável técnico, mas a polícia afirma que ele não possui habilitação junto ao Conselho Regional de Química para exercer a função informada aos consumidores.

Os investigadores apuram ainda suspeitas de descarte irregular de produtos.

Na delegacia, Bruno declarou que a venda do seu creme é legal.

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