O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) José Roberto Arruda (PSD) afirmou, durante a sabatina no Jornal de Brasília, nesta quarta-feira (2/9), que a entrevista pode ter sido sua última, em razão do julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre o pedido de impugnação do candidato, marcado para esta quinta-feira (3/9).
- O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral no Distrito Federal, entrou com impugnação ao registro de candidatura de Arruda ao GDF.
- O procurador Francisco Guilherme Vollstedt Bastos afirmou que Arruda “é inelegível” e destacou que o ex-governador possui sete sentenças condenatórias por ato doloso de improbidade administrativa; Dessas, seis foram confirmadas em segunda instância e produzem efeitos para as eleições de 2026.
- O MPF também pontuou que Arruda está inelegível mesmo com a flexibilização da Lei da Ficha Limpa. As condenações de Arruda são referentes aos casos investigados na Operação Caixa de Pandora, que revelou esquema de pagamento de propina entre agentes públicos e empresas que tinham contratos com o GDF.
- Segundo o procurador, o ex-governador está inelegível até dezembro de 2030, de acordo com as condenações confirmadas em segunda instância.
No julgamento, a Corte Eleitoral deve discutir se a recente mudança na Lei da Ficha Limpa pode ser aplicada ao caso de Arruda e se há ou não conexão entre as seis ações de improbidade nas quais o ex-governador foi condenado em segunda instância.
Ao ser questionado se permanecerá disputando ao cargo de governador até o fim das eleições, Arruda afirmou não ter “bola de cristal”.
Arruda também afirmou que os 12 anos da lei estão vencidos e que estão inventando uma forma tira-lo da disputado ao GDF no “tapetão”.
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