Minas Gerais concentrou quase metade dos trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão no Brasil em agosto. Segundo a fiscalização coordenada pelo Ministério do Trabalho, foram 208 pessoas encontradas no estado, de um total de 479 resgatadas em todo o país.
Ao todo, no último mês, foram realizadas 231 fiscalizações em território nacional. Além do Ministério do Trabalho e Emprego, as ações tiveram participação do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União e da Polícia Federal.
De acordo com a fiscalização, a maior parte dos trabalhadores encontrados nessas condições é formada por homens, pretos ou pardos e com baixa escolaridade.
Mulheres, crianças e estrangeiros também foram encontrados.
Além desse perfil predominante, as equipes também encontraram mulheres, adolescentes, crianças e muitos estrangeiros, vindos principalmente de países da América do Sul e da África.
Todos viviam e trabalhavam em condições consideradas degradantes, com violações de direitos básicos.
No Triângulo Mineiro, por exemplo, em Estrela do Sul, a fiscalização encontrou um grupo de migrantes africanos trabalhando na colheita manual de batatas em uma fazenda da zona rural.
Segundo os fiscais, além de não terem carteira de trabalho assinada, eles enfrentavam uma série de violações, como falta de água potável e ausência de banheiros.
Irregularidades e setores com mais vítimas.
De maneira geral, os fiscais também encontraram problemas relacionados ao transporte dos trabalhadores, jornada de trabalho exaustiva, falta de equipamentos de proteção individual e risco à saúde.
De acordo com o Ministério do Trabalho, os setores com maior número de vítimas foram a construção civil e as lavouras de café, cebola e batata.
O auditor fiscal, Wallace Pacheco, explicou os próximos passos do processo judicial envolvendo os empregadores alvos da operação de fiscalização.
Além disso, eles serão autuados pelas irregularidades encontradas e esses autos vão integrar um relatório de fiscalização", disse.
Segundo Pacheco, após o julgamento dos autos, na fase administrativa do processo, os nomes dos empregadores serão divulgados com possibilidade de inclusão no Cadastro de Empregadores do Ministério do Trabalho, popularmente conhecido como "lista suja.
O documento é atualizado a cada seis meses e registra os empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão.
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Em números
- Segundo a fiscalização coordenada pelo Ministério do Trabalho, foram 208 pessoas encontradas no estado, de um total de 479 resgata
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