Durante debate promovido pelo SOS Mata Atlântica na quinta-feira (3), a ex-ministra do Meio Ambiente criticou o volume de recursos destinado às emendas e disse que parte relevante do orçamento federal foi "sequestrada" pelo mecanismo.
A minha posição é clara: eu sou contra as emendas impositivas", afirmou Marina. "Nós temos que salvaguardar o que estabelece a Constituição em relação aos recursos que devem ser competência do Executivo", acrescentou.
A candidata associou as emendas à perda de capacidade do governo federal para investir em áreas estratégicas e sustentou que parte dos recursos poderia reforçar políticas ambientais, científicas e de desenvolvimento sustentável.
Ela também criticou mudanças recentes na legislação ambiental aprovadas pelo Congresso, que, segundo avalia, reduziram instrumentos de proteção ambiental.
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Hoje, as leis estão sendo mudadas para arrefecer a proteção ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais. Mudaram o licenciamento ambiental, retiraram prerrogativas de órgãos como o Ibama, mudaram regras para impedir a destruição de equipamentos usados em crimes ambientais e para dificultar embargos remotos.
Esses que usam o dinheiro que era para ir para adaptação, mitigação, ciência, tecnologia e inovação fazem isso para se perpetuar no poder e continuar produzindo atrasos numa agenda que é estratégica para o país", afirmou.
Para Marina, o Brasil precisa concentrar esforços em infraestrutura resiliente, restauração de áreas degradadas, pesquisa científica e tecnologias voltadas à economia de baixo carbono.
A gente tem que mudar o modelo de desenvolvimento, a matriz energética, e tudo isso requer recursos financeiros", afirmou.
Durante a entrevista, a candidata também criticou o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e associou a medida à atuação de setores políticos brasileiros que, segundo ela, estimulam ações contrárias aos interesses econômicos do país.
A candidata disse ainda que a defesa da democracia e da soberania nacional exige posicionamento contrário a iniciativas que possam enfraquecer a economia brasileira.
Acho que ser progressista ou conservador é da democracia. Agora, ser entreguista, isso não é da democracia e não podemos compactuar com esse tipo de coisa", declarou.
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