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Mãe de Edson Davi, sumido na Praia da Barra, diz que entregou dados à PF a pedido da Interpol e cita

4 min de leitura
Mãe de Edson Davi, sumido na Praia da Barra, diz que entregou dados à PF a pedido da Interpol e cita

A mãe do menino Edson Davi Silva Almeida, que sumiu na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, em 2024, usou as redes sociais para dizer que compareceu à sede da Superintendência da Polícia Federal para entregar dados sobre a criança aos investigadores após um pedido da Interpol nesta quarta-feira (9).

  • Imagens mostraram menino na beira d'água pouco antes do seu desaparecimento.
  • Polícia amplia buscas pelo menino com voos de helicóptero e câmera termográfica.
  • Pai viu Edson Davi próximo ao mar no dia do desaparecimento.

Marize Araújo afirmou que a Interpol entrou em contato com o advogado dela. Segundo a mãe, a esperança da família é que a criança esteja entre crianças que teriam sido resgatadas nos Estados Unidos, segundo divulgado por autoridades da Flórida.

Se Deus quiser, meu filho está entre essas 163 crianças que foram resgatadas na Flórida. Vamos torcer para que esse sofrimento acabe", declarou.

O g1 entrou em contato com a Polícia Federal e aguarda um posicionamento.

Edson Davi sumiu em janeiro de 2024 enquanto os pais trabalhavam como barraqueiros. Para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros, o menino se afogou.

Na época, a polícia disse que analisou câmeras em um perímetro de 2km, e nenhuma das imagens indica que o menino saiu da praia.

Também foram feitos sobreevoo e o uso de uma câmera termográfica. Segundo a polícia, outras hipóteses. fora a do afogamento, foram investigadas, mas não houve indícios de que elas se comprovariam.

Já a família contratou uma investigação particular para verificar a tese de afogamento, que segundo eles, não foi confirmada.

A mãe da criança, Marize Araújo, alega que desde o início acredita que o filho foi raptado, mas que a polícia nunca lhe deu ouvidos.

Ela pediu ajuda para a Polícia Federal e o Ministério Público ajudarem nas investigações.

O investigador particular Raul Ábacus diz ter ouvido 17 pessoas. A investigação, segundo ele, descartou a hipótese de afogamento, já que todas as testemunhas teriam falado que não viram o menino perto do mar.

A família diz que o garoto tinha medo de entrar no mar. A polícia, entretanto, obteve um vídeo onde, segundo investigadores, o menino aparece perto da água no dia do desaparecimento.

Para a Polícia Civil, no entanto, as informações que chegaram são diametralmente opostas do é alegado pelo investigador: depoimentos dados à DDPA indicam que o próprio pai da criança e um funcionário da barraca viram o menino na água ou na beira do mar na tarde em que ele desapareceu.

Nunca houve suspeita de sequestro, pois tecnicamente, pela análise das imagens, ele não saiu da praia. As testemunhas, por sua vez, o colocam indo em direção ao mar, pedindo prancha para ir para a água.

A visibilidade dos banhistas à água estava restrita", explicou a delegada Elen Souto, responsável pelas investigações da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

Em maio, a mãe de Edson Davi encaminhou à 41ª DP (Tanque) a denúncia que a criança tinha sido vista no Pechincha, em Jacarepaguá, e que testemunhas contaram ter ouvido gritos de socorro com voz infantil, vindos da casa de um casal de idosos.

A Delegacia de Descoberta de Paradeiros foi até o local e não encontrou nenhum sinal da presença de Edson Davi ou qualquer criança no local.

Nos dias seguintes ao caso, a delegacia recebeu e checou denúncias que apontavam que o menino teria sido visto na própria Barra da Tijuca, dois dias depois do desaparecimento.

Foram registradas ainda denúncias de que Edson estaria em Fortaleza, São José dos Campos e em um avião que ia de Recife para Confins, em Minas Gerais.

Neste último caso, a Polícia Federal fez a abordagem de um casal que estava com uma criança parecida com a vítima desaparecida. Edson Davi não foi encontrado em nenhum desses casos.

Em números

  • Na época, a polícia disse que analisou câmeras em um perímetro de 2km, e nenhuma das imagens indica que o menino saiu d
  • O investigador particular Raul Ábacus diz ter ouvido 17 pessoas

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