Simone Mendes não teria cumprido uma decisão liminar de 2024 que determinou a recuperação dos danos provocados pelo desabamento de um muro da casa da cantora que atingiu a casa do músico Leo Martinussi, integrante da banda Tihuana, em Barueri, na Grande São Paulo, em novembro daquele ano.
A decisão também determinou a paralisação da obra no imóvel da cantora devido a ausência de sistema adequado de drenagem e escoamento das águas das chuvas.
Segundo o advogado Marcelo Fernandes Madruga, a liminar foi concedida integralmente pela Justiça de primeira instância e determinou a restauração dos muros dos dois imóveis, a retirada dos entulhos, a reconstrução do canil destruído e a recuperação da parte da casa do músico atingida pelo desabamento.
O prazo estabelecido pela decisão era de 30 dias, mas as determinações não foram cumpridas.
A gente pediu uma liminar para que isso fosse feito em 30 dias e pedimos também para que a obra dela fosse paralisada, tendo em vista que não havia a drenagem e o escoamento das águas pluviais, porque com novas chuvas a gente corre o risco que ocorra novo desmoronamento.
A liminar foi concedida integralmente, porém não foi cumprida", afirma Madruga.
Eles [defesa de Simone Mendes] vêm questionando, entraram com um agravo, que foi rejeitado por unanimidade, depois entraram com embargos também rejeitados por unanimidade e agora eles entraram com um recurso especial.
Tudo isso brigando contra a liminar”, completa.
O advogado de Martinussi ressalta que a liminar é uma decisão de primeira instância, mas que já foi confirmada pelo tribunal.
Procurada, a assessoria de imprensa de Simone Mendes não retornou os questionamentos a respeito da liminar até a publicação desta reportagem.
O episódio aconteceu em 6 de novembro de 2024, durante fortes chuvas. Segundo o relato apresentado pela defesa de Leo, estruturas e muros relacionados à obra no imóvel vizinho cederam, e uma grande quantidade de água, terra, lama e escombros avançou sobre a propriedade do músico.
A lama atingiu áreas externas e também entrou na parte térrea da residência. Foram registrados danos em estruturas do imóvel, no pomar, no canil, no sistema de abastecimento de água e em outros bens.
A defesa também afirma que a casa de Martinussi existe há aproximadamente 28 anos e já havia passado por diversos períodos de chuvas e tempestades sem que um episódio semelhante tivesse ocorrido.
Piano foi atingido pela lama, mas não destruído.
A defesa também negou que cachorros tenham morrido no episódio. Segundo o advogado, uma carpa morreu após o lago da propriedade ser atingido pela lama e pelos destroços.
O processo envolve diferentes pedidos, entre eles a reconstrução e a reparação dos prejuízos provocados pelo desabamento. O valor que eventualmente deverá ser pago dependerá da decisão judicial.
A defesa diz estar preocupada com a demora na solução do caso diante da chegada do período de fortes chuvas.
Em nota enviada anteriormente ao g1, a assessoria de imprensa da cantora informa, a respeito do processo.
O episódio ocorreu durante um período de fortes chuvas e é tratado como um incidente. A execução da obra foi realizada por uma empresa contratada, responsável pela condução dos trabalhos e por todas as questões relacionadas à segurança da obra.
O caso está sendo discutido judicialmente e o processo segue em tramitação, sem decisão definitiva até o momento.
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