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Justiça nega pedido de exame de insanidade mental para homem investigado por matar namorada em BH

Defesa de André Junio Silva de Carvalho alegou comportamento atípico e uso frequente de drogas psicotrópicas; segundo a Justiça, não há dúvida razoável sobre a

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Justiça nega pedido de exame de insanidade mental para homem investigado por matar namorada em BH

A Justiça negou o pedido da defesa de André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, para que ele fosse submetido a um exame de insanidade mental. Ele é investigado pelo feminicídio da namorada, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos, encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Camargos, na Região Oeste de Belo Horizonte.

A decisão foi assinada nesta sexta-feira (7) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte. Segundo ela, não há, até o momento, "dúvida razoável" sobre a saúde mental de André que justifique a realização do exame.

A defesa havia argumentado que o investigado apresentava comportamento considerado atípico, como isolamento social, falta de residência fixa e desorganização psíquica, além de relatos de consumo frequente de drogas psicotrópicas.

O Ministério Público também se manifestou contra o pedido. Na decisão, a magistrada afirmou que não havia nos autos prontuário médico, documentação ou estudo social que apontasse comprometimento da saúde mental do investigado.

A juíza destacou ainda que, segundo os elementos reunidos até agora, André era capaz de compreender o caráter criminoso da conduta no momento do crime.

A decisão ressalva, no entanto, que o pedido poderá ser analisado novamente caso surjam elementos que indiquem a necessidade do exame.

A defesa solicitou ainda uma série de medidas durante a investigação, entre elas exames toxicológicos no corpo da vítima e no investigado, perícias em medicamentos apreendidos, laudos de entomologia forense, levantamento fotográfico e reprodução simulada dos fatos.

A Justiça também negou esses pedidos. Segundo a magistrada, cabe à Polícia Civil avaliar a necessidade e a pertinência das diligências durante a investigação.

André foi preso no dia 21 de julho, após confessar à Polícia Civil que matou Stifanie. Segundo o depoimento, ele a estrangulou durante uma discussão, depois que ela pediu que ele deixasse o apartamento.

A mulher foi encontrada morta no imóvel na tarde de 20 de julho. De acordo com a investigação, o crime aconteceu quatro dias antes.

Após a morte, André permaneceu no apartamento com o corpo da vítima. Segundo a decisão que decretou a prisão preventiva, ele também teria usado o celular dela para se passar por Stifanie em conversas com uma amiga, com o objetivo de não levantar suspeitas.

O corpo foi encontrado enrolado em cobertores e em avançado estado de decomposição. Vizinhos haviam estranhado o desaparecimento da mulher e acionaram a polícia depois de conseguirem visualizar o corpo pela janela do imóvel.

A Justiça decretou a prisão preventiva de André em 23 de julho. Ele segue preso.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Minas, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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